Mozilla propõe três regras para bloqueadores de anúncios

Por Redação | 12.10.2015 às 10:30

O bloqueio de conteúdo online e, especialmente, de anúncios e rastreadores já faz parte da rotina de muitos usuários da Internet. O iOS 9 foi mais um ecossistema a permitir que softwares bloqueadores de anúncios funcionem por meio do Safari. Assim, usuários e anunciantes estão em meio a uma discussão sobre qual é a melhor maneira de equilibrar esta balança.

A Mozilla propôs três regras que poderão ajudar a criar uma internet mais transparente e democrática. "O bloqueio de conteúdo não vai desaparecer, é agora uma parte de nossa experiência online. Mas a situação não é bem compreendida, o que torna difícil ver como podemos promover uma web aberta e saudável", afirmou a empresa.

Segundo a desenvolvedora do Firefox, o aumento da utilização de bloqueadores de conteúdo revela que os usuários desejam mudar a experiência online que possuem atualmente. "Este é um bom desenvolvimento. Mas o bloqueio de conteúdo pode ser prejudicial", explicou.

Para a Mozilla, a utilização desenfreada de softwares bloqueadores de anúncios pode prejudicar a inovação e a concorrência. No longo prazo, os usuários também podem sair perdendo com isso. Assim, os três princípios propostos pela companhia têm como objetivo encontrar um equilíbrio entre o desejo dos usuários e a necessidade dos anunciantes e geradores de conteúdo.

A primeira regra da Mozilla afirma que os bloqueadores de conteúdo devem se concentrar nas necessidades do usuário ao invés de bloquearem conteúdos específicos, como os vinculados a publicidade. A segunda regra declara que os bloqueadores de conteúdo devem ser transparentes, permitindo que os usuários tenham absoluto controle sobre o que desejam ou não bloquear. O último princípio defende a abertura e a transparência. Nesta regra, o bloqueio de conteúdo deve proporcionar condições de igualdade, independentemente da origem do conteúdo. Este último princípio é um ataque direto a empresas como o AdBlock Plus, que permite a exibição de anúncios caso empresas, como Google, Amazon e Microsoft, paguem uma taxa de liberação.

Fonte: Mozilla

Fonte: http://www.engadget.com/2015/10/08/mozilla-rules-for-ad-blockers/