Mozilla agora vai entrar para a política

Por Redação | 01 de Dezembro de 2016 às 21h34

Você provavelmente conhece a Mozilla porque já usou o Firefox, certo? A empresa é uma fundação sem fins lucrativos que trabalha no ramo da tecnologia há anos, e agora, resolveu se enveredar para o mundo da política. Ela começou a angariar apoio para posições de interesse político, como neutralidade da rede, criptografia e privacidade.

A organização está financiando seus novos trabalhos com a receita que vem do Firefox, que aliás, vem aumentando desde 2014, quando o navegador modificou seu acordo global com o Google e passou a adotar um conjunto de acordos regionais. A nova manobra trouxe para a Mozilla uma receita de US$ 421 milhões no ano passado, em grande parte devido a estas novas estratégias, que resultaram em parcerias com o Yahoo nos EUA, o Yandex na Rússia e o Baidu, na China.

Mexer com política traz novos desafios para a organização — dentre eles, bater de frente contra Donald Trump, o presidente eleito nos Estados Unidos. "Precisamos manter a web aberta e segura", diz Denelle Dixon-Thayer, diretora jurídica e de negócios da Mozilla. "As declarações do presidente Trump levantam preocupações sobre neutralidade da rede e criptografia", explica.

A partir de agora a fundação terá de se manter firme para lutar por seus propósitos e conquistar adeptos. Outras prioridades incluem a descentralização de controle da rede, reformar os direitos de patentes para que não prejudiquem o software livre e de código aberto; lutar por uma reforma europeia de direitos autorais, para que seja legalmente aceito fotografar o espetáculo de luzes da Torre Eiffel à noite e compartilhar na web. Para a diretora, tudo faz parte de uma "internet saudável".

Ao lado de sua nova participação política, a organização vai continuar investindo no Firefox, seu principal produto. Dixon-Thayer diz que vai buscar novas maneiras de promover o navegador nos dispositivos móveis, onde ele atualmente tem pouca participação. E, pelo visto, novas estratégias de parcerias (como as que já existem atualmente com fabricantes chinesas, como a Huawei), trarão o Firefox instalado em novos smartphones.

Ou seja: tudo que a Mozilla precisa neste momento é atrair novos usuários. "Precisamos ver nosso crescimento conseguir mais eleitorado", diz a executiva. E ela está disposta a atingir sua meta — seja através de novos negócios, seja através da implantação de novas tecnologias na web.

Via Cnet

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