Intel quer dar um jeito de o Chrome consumir menos energia

Por Felipe Demartini | 27 de Março de 2020 às 07h35
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A Intel está pensando em maneiras de fazer com que o Chrome consuma menos energia, de forma a resolver, ainda que em partes, um problema antigo que sempre é levantado pelos usuários. No fórum de discussões do Chromium, que serve de base não apenas ao browser do Google, mas também o novo Edge e tantos outros, um engenheiro da fabricante sugeriu uma mudança na utilização dos recursos do processador para aumentar a autonomia das baterias dos notebooks.

A ideia do especialista, identificado apenas como Richard, é utilizar a tecnologia RGB10 overlay, presente nos processadores da marca a partir da arquitetura Ice Lake. O recurso faz com que conteúdos multimídia, principalmente aqueles em HDR, que exigem mais da máquina, sejam trabalhados e exibidos com base nessa tecnologia, criada justamente para reduzir o consumo de energia durante a utilização de aplicações gráficas.

De acordo com Richard, a Intel vem trabalhando nesse tipo de solução com foco em plataformas Windows, com as atualizações para macOS e Linux estando em segundo plano. Ainda assim, a ideia parece pertinente, mas o engenheiro não falou em exemplos ou detalhes de possíveis testes que estejam sendo realizados, deixando apenas no ar a ideia de um Chrome que consuma menos energia, um de seus grandes problemas ao lado do sempre citado monopólio sobre a memória do computador.

Sendo assim, fica difícil saber em que pé está o desenvolvimento da proposta e se ela vai, efetivamente, chegar às nossas mãos em algum momento. O trabalho das empresas de tecnologia vem sendo altamente prejudicado pelas ordens de isolamento social para conter a pandemia do coronavírus, com os progressos desse tipo de pesquisa também se tornando bem mais lentos na medida em que os engenheiros trabalham de casa e com recursos limitados.

O próprio Google, por exemplo, já anunciou que o cronograma usual de atualizações do Chrome será interrompido por causa dos eventos recentes. A empresa não disse quando o ritmo retornará ao normal, mas a ideia é que, pelo menos enquanto a pandemia estiver sendo considerada um risco global, as atualizações do browser não serão publicadas. O mesmo também vale para a Microsoft, que apesar de continuar trabalhando em patches de segurança para o Windows, suspendeu os trabalhos em plataformas como o Edge, por exemplo.

Fonte: Chromium Forum, Windows Latest  

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