Ad trackers reduzem drasticamente a velocidade do navegador, diz estudo

Por Redação | 03 de Julho de 2018 às 16h03

Os onipresentes ad trackers não são apenas uma ameaça constante à sua privacidade: eles também podem tornar consideravelmente mais lenta a sua internet. A revelação veio de uma pesquisa conduzida pela companhia de privacidade online Ghostery, que analisou os 500 maiores sites dos EUA (conforme revelados pela Alexa).

Segundo dados retornados por um web crawler desenvolvido pela empresa (programa projetado para navegar sistematicamente pela internet), rastreadores de anúncios típicos podem chegar a dobrar o tempo de carregamento de um navegador. A pesquisa foi pautada pela utilização de um bloqueador de ad trackers também da Ghostery – com mensurações antes e depois da ativação do programa.

Sem o bloqueador da Ghostery, 17% das páginas carregaram em menos de cinco segundos; 60% levaram mais de 10 segundos; e cerca de 5% gastaram mais de um minuto para terminar o carregamento. Após a ativação do aplicativo, entretanto, os referidos períodos caíram em média pela metade. A diferença considerável foi batizada de “taxa tracker” (tracker tax) pela empresa.

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90% das páginas têm ad trackers

Embora os poucos dados coletados pela página a respeito de um usuário não representem, isoladamente, uma grande ameaça, vale lembrar que do cruzamento dessas informações largadas aqui e ali pode surgir um retrato bastante fiel; sobretudo quando se trata de identificar padrões de consumo.

Conforme divulgou a Ghostery ao site TechRadar, atualmente 90% das páginas de internet possuem ad trackers. Trata-se de um verdadeiro ecossistema capaz de conhecer a sua renda, a sua nacionalidade, o seu estado civil, as suas visões políticas etc. (tudo isso reunido ao redor de uma informação consistente como um endereço de email). É preciso saber como se proteger – tanto pela privacidade quanto pelo tempo extra perdido com um navegador lento, é claro.

“Em primeiro lugar, seja proativo e resguarde a sua privacidade”, disse o diretor de produtos da Ghostery, Jeremy Tillman, em entrevista ao referido site. “Muito tem sido dito sobre a GDPR [Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados], mas mesmo com esses regulamentos não está resolvida a questão dos negócios construídos com base nos seus dados.”

Por fim, o analista recomenda a utilização de tracker blockers com o da própria Ghostery, além da checagem sistemática das configurações de privacidade dos sites e, eventualmente, da utilização de uma VPN (Rede Privada Virtual, na sigla em inglês). Navegadores como o Firefox Focus e o Cliqz também são uma boa pedida – além de equivalentes para desktop. Vale tudo para garantir o anonimato... e também a velocidade.

Fonte: TechRadar

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