Google bloqueará extensões do Chrome que não vêm da Web Store

Por Redação | 13 de Fevereiro de 2014 às 17h06

O Google anunciou nessa quarta-feira (12) que proibirá a instalação de extensões no Chrome que não estão na Web Store. A nova política começará a valer a partir da próxima versão do navegador, a 33, que deverá ser lançada até o começo do mês de março e afetará exclusivamente os usuários do Windows.

Apesar da medida parecer drástica, ela não surpreende. Há algum tempo a empresa vem buscando formas de coibir a crescente ação de cibercriminosos que abusavam do mecanismo de instalação de extensões externas para embutir códigos maliciosos no navegador.

A prática não só afetava a experiência e navegabilidade dos usuários, como também infectava os computadores com os chamados "malvertisements", uma nova forma de praga virtual. Uma vez instalada no navegador, a praga passa a injetar anúncios indesejados em vários lugares das páginas, inclusive naqueles em que originalmente não deveriam haver anúncios.

Em uma seção de dúvidas e respostas, o Google acalmou desenvolvedores que não gostaram da nova política da empresa. Lá, a empresa explicou como as coisas funcionarão para aqueles que desejam desenvolver novas extensões.

  • Os usuários só poderão instalar extensões cuja origem é a Chrome Web Store. A exceção são instalações em modo de desenvolvedor;
  • As extensões externas instaladas previamente serão permanentemente desabilitadas, não podendo o usuário reativá-las, a não são ser que esteja em modo de desenvolvedor.

A novidade é bem-vinda e pode ser que ajude o Google a combater a infestação de adwares em extensões no Chrome. Aparentemente a empresa está buscando centralizar o controle delas e, se realmente quiser fazê-lo, terá que rever as políticas de segurança e privacidade da loja.

É que existe uma grande falha no processo de aprovação e alteração de extensões submetidas à Chrome Store. O Google só analisa os novos programas que são submetidos a ela e se isenta de acompanhar as alterações feitas pelos desenvolvedores. Tal desleixo e falta de controle tem incentivado a compra de extensões por cibercriminosos, que as modificam e inserem códigos maliciosos que afetam a segurança e privacidade dos usuários. Se isso não for revisto e modificado em breve, a eficácia da nova norma anunciada pela empresa será posta em xeque.

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