Alterações no motor do Chrome deixarão navegador mais rápido, leve e melhor

Por Redação | 14.01.2014 às 15:17

No ano passado, o Google anunciou que aposentaria o tradicional motor de renderização que utilizava no Chrome, o WebKit, e adotaria um novo, o Blink. De código aberto, o motor foi modificado pelo próprio Google para melhorar o desempenho e reduzir a complexidade do navegador mais utilizado do mundo.

Eric Seidel, um engenheiro de software da companhia, divulgou recentemente uma lista de objetivos que a companhia de Mountain View pretende alcançar no ano de 2014 com o Blink. Entre eles, melhorar o desempenho do Chrome em dispositivos móveis para que ele se destaque entre os demais navegadores. "Os outros motores não são bons o suficiente para oferecer um bom desempenho em dispositivos móveis", disse Sidel. Já o Google acredita que oferecer animações e transições suaves, responsividade na inserção de dados e melhorar o tempo de carregamento das páginas são fatores determinantes para esses dispositivos.

Segundo o portal Arstechnica, outros fatores que motivaram o Google a realizar a migração foram a necessidade de reduzir a quantidade de memória necessária para executar o Chrome, reduzir o consumo de energia e a necessidade de se livrar de código legado que não é mais utilizado. Se conseguir alcançar esses objetivos, o Google espera que os desenvolvedores possam incorporar melhorias ao navegador com mais facilidade e sem a necessidade de se preocupar com a compatibilidade com a versão móvel ou seu desempenho.

O novo motor de renderização e seus objetivos apenas confirmam a tendência do Google em alinhar todos os seus produtos. A redução de memória e melhorias de desempenho foram objetivos que a companhia perseguiu e incorporou à nova versão do Android, a 4.4 KitKat que, apesar dos inúmeros recursos, exige apenas 512 MB de memória RAM. Com o Blink, a companhia espera fazer o mesmo com o Chrome para incorporá-lo, por exemplo, em dispositivos móveis mais antigos ou mais baratos que ainda saem da fábrica com a versão 2.3 do Android.

Outro produto que se beneficiará com as melhorias do motor será o Chrome OS. Há algum tempo o Google vem tentando melhorar o sistema operacional baseado na web eliminando a instabilidade causada pelos web apps e a falta de recursos offline dele. Ao que tudo indica, o Blink oferecerá a base para que tudo isso ocorra de uma vez por todas.

O foco em dispositivos móveis e a melhoria de desempenho é um efeito colateral direto da administração de Sundar Pichai, que assumiu o comando da equipe de desenvolvimento do Android em março de 2013 e passou a gerenciar ambas as equipes do Android e do Chrome. Com dois projetos tão importantes na alçada de um mesmo executivo, o Google tem conseguido alinhar as estratégias para ambos com mais rapidez e facilidade.

Agora resta aguardar para descobrir se todos os recursos apontados por Eric Seidel serão mesmo incorporados ao Blink e quais melhorias veremos ainda em 2014.