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MWC 2019 | Os cinco aparelhos mais inusitados do evento

Por Rafael Rodrigues da Silva | 01 de Março de 2019 às 20h25

Durante praticamente toda esta última semana, o MWC dominou as manchetes não apenas aqui do Canaltech como em qualquer outro veículo que fala sobre tecnologia. Neste ano, smartphones com telas dobráveis e aparelhos 5G foram os que mais chamaram a atenção, mas todos os anos algumas novidades apresentadas acabam surpreendendo não apenas pelas inovações, mas também por um "que" de bizarrice. Então, listamos aqui os cinco aparelhos mais estranhos que apareceram no MWC de 2019.

A bateria ambulante

Quando uma empresa conhecida por desenvolver pilhas e baterias resolve entrar no mercado de smartphones, o que acaba surgindo é o Power Max P18K Pop. Podemos dizer que ele não é um smartphone que utiliza uma bateria, mas sim uma enorme bateria que vem com um smartphone de brinde.

Com dimensões que chegam a 18mm de espessura e cerca de meio quilo de peso, o P18K Pop é uma enorme bateria de 18.000 mAh — e que pode ser usada como power bank para recarregar outros celulares — que acompanha o smartphone que utiliza o processador Helio P70 da MediaTek, tem 6 GB de RAM, três câmeras traseiras e duas câmeras frontais.

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Além do design bem parrudo por conta da enorme bateria, o fato de o aparelho usar a câmera frontal no estilo pop-up (que se esconde dentro da carcaça e, quando usada, “pula” para a parte superior do dispositivo) faz com que, ao usar a câmera frontal, o aparelho de pareça com uma bateria externa equipada com display que tira fotos e acessa a internet.

Tricorder da vida real

Lembram do Tricorder da série Star Trek, que conseguia fazer toda uma análise química do corpo só se aproximando da pessoa? Então, essa tecnologia já é realidade.

Desenvolvido pela CloudMinds, o XI é o primeiro híbrido entre smartphone e espectrômetro, e não apenas consegue detectar elementos e compostos químicos em segundos, ele ainda nas horas vagas pode ser utilizado como um smartphone Android com tela de 5,7 polegadas, processador Snapdragon 820 da Qualcomm e três câmeras traseiras — porque não adianta nada você conseguir descobrir que tipo de substância existe em um determinado recipiente se você não puder postar os resultados de seu experimento no Instagram.

Apesar de o design do aparelho lembrar mais o de uma bolsa de soro do que um smartphone, não há dúvidas de que o XI da Cloudminds é um dos aparelhos mais inovadores mostrados neste último MWC.

Perfeito para o apocalipse nuclear

Uma coisa que no fundo todos sabemos, mas que ninguém quer admitir, é que a sociedade está perdida. Nada assegura que uma guerra nuclear não irá acontecer dentro dos próximos anos, e a grande capacidade bélica de países como Estados Unidos, Rússia, China, Coreia do Norte e Irã praticamente garante que, assim que o primeiro país soltar a primeira bomba, não estaremos muito longe de um cenário digno da franquia de jogos Fallout. E, quando isso acontecer e os últimos sobreviventes estiverem morando em bunkers subterrâneos e disputando recursos vitais com baratas gigantes, aquele seu iPhone topo de linha não vai servir para nada.

Mas então existe o NOMU T18 para sua salvação. Além de ser um smartphone básico com câmera, conectividade 4G e sistema operacional Android, o aparelho é perfeito para estabelecer comunicação em situações extremas, pois possui comunicação integrada por UHF/VHF (igual a walkie-talkies) e é praticamente indestrutível, podendo resistir a batidas, quedas, congelamentos e até incêndios, sendo o aparelho perfeito para aqueles que já estão estocando comida em seus bunkers e se preparando para o fim dos tempos. Ou, ainda, para policiais, bombeiros, militares e outros profissionais que trabalham em ambientes de risco, onde não é possível levar smartphones comuns.

Combo 2x1

À primeira vista, o HiSense A6 não é muito diferente de um smartphone comum, mas essa concepção muda ao virarmos o aparelho. Ao invés do esperado sistema de câmera, o A6 possui uma segunda tela e-ink, mesmo tipo das usadas em e-readers como o Kindle.

Enquanto um lado o aparelho é um e-reader, do outro ele é um smartphone comum com tela de AMOLED, mas qualquer função do aparelho pode ser usada em qualquer uma das telas. Isso torna o A6 não apenas um bom dispositivo para aqueles que estão acostumados a ler livros ou estudar textos no celular a caminho da faculdade ou da escola, como também aumenta o tempo de uso quando a bateria está fraca, já que a tela e-ink consome muito menos energia do que as usadas em smartphones.

Direto do túnel do tempo

Quem é mais velho certamente se lembra das antigas agendas eletrônicas, aqueles dispositivos de uma época muito distante que serviam para anotar números de telefones, lembretes e, para aqueles que estudavam, mostrar que você era a pessoa mais rica da sala.

E, se você não sabe do que eu estou falando, é só olhar para o Pro 1 da F(x)tec, porque o smartphone com teclado deslizante da empresa é igualzinho às agendas eletrônicas que fizeram sucesso na década de 1990. A grande diferença é que, ao invés de um dispositivo que só serve para anotar números de telefones e fazer operações matemáticas tipo “-603 + 50738 = 50135”, o Pro 1 é um verdadeiro smartphone que pode efetuar todas as funções que um aparelho com Android 9 Pie consegue fazer.

Fonte: Android Authority

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