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Tidal estaria atrasando pagamentos para gravadoras

Por Felipe Demartini | 17 de Maio de 2018 às 11h35

O Tidal, serviço de streaming musical que tem Jay-Z como um de seus principais colaboradores, estaria devendo altas somas de royalties para gravadoras. As informações foram publicadas por um jornal da Noruega, país sede da empresa, e apontam que os pagamentos estariam retidos há, pelo menos, seis meses, com três das principais empresas da indústria fonográfica mundial na lista de credores.

A interrupção nos pagamentos seria mais um reflexo dos amplamente negados problemas financeiros que a companhia estaria enfrentando. Com um número baixo de assinantes, a companhia teria um fluxo de caixa bastante baixo, que estaria sendo usado para financiar suas operações. E quando não há dinheiro, claro, alguns boletos precisam deixar de serem pagos.

O atraso nos pagamentos foi confirmado pela Phonofile, subsidiária da Sony na Noruega que trabalha com mais de mil artistas e bandas independentes. De acordo com seus representantes, a empresa não estaria recebendo pagamentos do Tidal desde outubro do ano passado, uma situação que se repetiria em outras corporações do território.

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Tanto tempo sem pagamentos, claro, deve aumentar ainda mais os problemas e, de acordo com a Phonofile, ela e outras gravadoras estariam cogitando remover seus artistas do portfólio do Tidal. O ato, se confirmado, tornaria uma situação já ruim em algo ainda pior, uma vez que, sem músicos de renome, as tais dificuldades para fazer crescer o total de assinantes do serviço se tornaria ainda pior.

Os relatos de problemas no Tidal não são recentes. Em dezembro do ano passado, por exemplo, veio à público a informação de que a companhia estaria prestes a abrir falência, tendo fluxo de caixa suficiente para operar por mais apenas seis meses – não coincidentemente, esse é o período aproximado pelo qual o serviço deixou de pagar royalties para os artistas.

Mais do que isso, a companhia também foi acusada de realizar cobranças indevidas nos cartões de crédito de ex-assinantes e de inflar seu número de membros como forma de passar uma imagem diferente – e mais positiva – de sua real situação. Em todos estes casos, o Tidal negou as afirmações e disse ser alvo de uma campanha de disseminação de informações negativas que vem desde sua fundação, em 2016.

A interrupção no pagamento de royalties, se confirmada, seria uma grande mancha na reputação de um serviço que nasceu, justamente, promovendo a correta compensação dos músicos. A plataforma foi lançada por Jay-Z em uma época na qual o Spotify, principal serviço de streaming do mercado, apanhava bastante na imprensa justamente pelo baixo repasse aos artistas. Muitos nomes de peso, como Taylor Swift, Beyoncé e o próprio rapper retiraram suas faixas de tais plataformas em sinal de protesto, as tornando exclusivas do Tidal e somente retornando quando novos contratos foram firmados com as gravadoras.

O serviço musical está disponível no Brasil e não possui opção gratuita, funcionando exclusivamente com assinaturas. São duas categorias: a Premium custa R$ 16,90 e oferece qualidade de som padrão, enquanto a HiFi traz áudio de alta fidelidade por R$ 33,80 ao mês.

Fonte: The Verge

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