Tidal demite dois de seus principais executivos

Por Redação | 01 de Março de 2016 às 14h30

Mais dois executivos anunciaram que estão deixando o Tidal nesta terça-feira (01), se unindo a uma lista crescente de grandes nomes que estão abandonando a companhia. Os demitidos da vez são o CFO Chris Hart e o COO Nils Juell, que deixam seus postos ainda sem indicados para substitui-los.

Segundo informações oficiais, as mudanças no quadro de gestores acontecem devido ao fato de o Tidal estar transferindo sua base de operações de Oslo, na Noruega, para Nova York, nos EUA. Ao que tudo indica, o dono do serviço de streaming, o rapper Jay-Z, deseja ter um maior controle sobre a companhia, posicionando-a no seu país e mantendo contratos exclusivos com artistas.

De acordo com a companhia, apenas o time de desenvolvimento do Tidal permanece na Noruega, de onde trabalham desde os primeiros dias da plataforma, antes mesmo de ela ser adquirida pelo rapper. Os setores administrativos e de operações, entretanto, passam a funcionar nos Estados Unidos, e é por lá que devem ser apontados os novos diretores para os cargos agora vagos.

Relatos não confirmados, entretanto, dão conta que o CFO Chris Hart foi demitido após um desacordo com o restante da diretoria sobre o não compartilhamento de métricas com serviços de análise de mercado. Essa escolha, que teria sido feita especificamente por Jay-Z, fez com que os novos álbuns de artistas como Rihanna e Kanye West não aparecessem na lista dos 20 maiores da Billboard, uma vez que seu lançamento digital ocorreu exclusivamente pelo Tidal. A ideia, entretanto, é que ambos estariam lá, pois lideram a lista de mais ouvidos da plataforma.

Hart e Juell se unem a Ervin Draganovic, diretor de produtos, e Peter Tonstad, o antigo CEO da companhia. Ambos deixaram a empresa no ano passado, no que também parece ser reflexo da mudança de localização geográfica do Tidal. O novo diretor da companhia, Jeff Toig, já atua ao lado de Jay-Z em solo americano, e agora deve reconstruir sua equipe e trabalhar para que a plataforma se torne uma grande competidora frente a nomes como Apple Music e Spotify.

Fonte: The Verge

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