Tidal demite CEO e se prepara para chegada do Apple Music

Por Redação | 24 de Junho de 2015 às 11h52

A guerra do mundo dos streamings musicais e a ameaça cada vez maior da chegada do Apple Music parecem ter atingido, desta vez, o Tidal. O serviço encabeçado pelo rapper Jay-Z anunciou nesta terça-feira (23) a demissão de Peter Tonstad, que ocupava o cargo de CEO desde que a empresa foi reapresentada pelo músico nova-iorquino e outros companheiros da indústria fonográfica.

O executivo ocupava o cargo de forma interina, ou seja, todos sabiam que seu tempo na cadeira poderia ser curto. Por outro lado, o anúncio da saída, por mais que esperado, parece ter sido repentino, uma vez que um substituto não foi anunciado e, aparentemente, a diretoria do Tidal permanece vazia, sem um nome. Nesse meio tempo, líderes de alto escalão de empresas investidoras, além do próprio Jay-Z, serão responsáveis pelo controle da companhia.

Antes de assumir a diretoria interina da plataforma, Tonstad era CEO da Aspiro, serviço musical que foi comprado pelo rapper para se transformar na plataforma que está hoje em operação. Ele sucedeu Andy Chen, que havia deixado a companhia após a compra pelo músico.

Apesar de parecer um movimento corriqueiro para uma companhia ainda em fase de acomodação no mercado, a saída já é apontada como um efeito da chegada do Apple Music, que será lançado no dia 30 de junho em alguns países do mundo. O serviço chega não apenas carregando o fortíssimo nome da empresa de Cupertino, mas também com o apoio de artistas e uma mecânica bem parecida com a do Tidal, com foco apenas em acesso por meio de assinaturas após um período de experimentação gratuita.

A diferença é que, enquanto a plataforma de Jay Z oferece apenas 30 dias de testes antes do começo das cobranças, o Apple Music faz isso por três meses, o que pode acabar gerando a entrada de mais e mais usuários para o sistema. O valor da mensalidade também é mais baixo – nos Estados Unidos, o primeiro custa US$ 9,99 ao mês, enquanto a versão de alta qualidade do segundo, também um de seus destaques, sai por US$ 19,99. O Tidal, porém, possui um plano com preço equivalente ao da Maçã, mas com músicas em qualidade padrão.

São fatores que estariam sendo levados pela diretoria do serviço como uma ameaça, principalmente levando-se em conta que a promessa de respeitar os artistas e se aliar a eles parece não ter levado muita gente a abandonar propostas gratuitas ou tradicionais, como o Spotify, por exemplo. E aqueles que quiserem mudar podem acabar escolhendo a Apple, um nome amplamente reconhecido e que traz preços e condições semelhantes, mas que podem parecer mais vantajosas, principalmente para quem usa iOS.

Hoje, o Tidal conta com 770 mil assinantes, contra 20 milhões do Spotify. A bem da verdade, o serviço sueco está no mercado há bem mais tempo e, para Jay-Z, estes são totais que se modificarão drasticamente na medida em que seu serviço chegar a mais países – o Brasil, inclusive, deve receber a plataforma em breve – e outras pessoas se interessarem pelas vantagens oferecidas por ele.

Fonte: The Wall Street Journal

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