Taylor Swift volta atrás e vai disponibilizar álbum mais recente no Apple Music

Por Redação | 25 de Junho de 2015 às 14h16
photo_camera Divulgação

A novela "Apple vs Taylor Swift" continua. Depois de anunciar na semana passada que não iria colocar seu último disco, 1989, no novo serviço de streaming da Maçã, o Apple Music, agora a cantora afirmou que mudou de ideia e vai sim colocar o álbum na plataforma.

Em seu perfil oficial no Twitter, a artista pop mais uma vez elogiou as mudanças feitas pela empresa no software na última segunda-feira (22). "Após os eventos desta semana, eu decidi colocar o 1989 no Apple Music... E estou muito feliz com isso", declarou em sua conta na rede social, que tem mais de 59,5 milhões de seguidores.

A cantora americana continuou dizendo que, "caso você esteja se perguntando se isso é algum acordo de exclusividade como você viu a Apple fazer com outros artistas, não é. Esta simplesmente é a primeira vez que minha consciência se sentiu bem para transmitir meu álbum. Obrigada, Apple, por sua mudança de coração". Até o fechamento desta notícia, ainda não foi possível encontrar o disco no serviço de músicas da Maçã.

Entendendo o caso

O Apple Music fará sua estreia nos Estados Unidos e em alguns países selecionados no próximo dia 30 de junho. Desde que revelou o serviço no início do mês, muitas foram as críticas, mas só agora elas ganharam força com uma carta aberta publicada por Taylor Swift em seu Tumblr, no último domingo (21).

Na carta, Swift fez reclamações quanto ao fato da Apple oferecer um período de três meses grátis para novos assinantes do serviço, mas não pagar os artistas por esse tempo de gratuidade. De acordo com a cantora, muitos artistas, embora compartilhassem da mesma opinião, não se manifestaram publicamente por medo e por admirar e respeitar a Apple. "Três meses é muito tempo para algo não-remunerado e é injusto pedir a alguém para trabalhar por nada". "Nós não lhe pedimos iPhones de graça. Por favor, não nos peça para lhe fornecer nossas músicas sem nenhuma compensação", completou.

A publicação da compositora causou tanta discussão na internet que, menos de 24 horas após publicar a carta, a Apple voltou atrás e alterou suas políticas de royalties. "Nós ouvimos você @taylorswift13 e os artistas independentes. Com amor, Apple", escreveu Eddy Cue, vice-presidente sênior de softwares e serviços para internet da Apple, em seu perfil no Twitter.

Há quem diga que todo esse alvoroço não passou de uma campanha de marketing para alavancar a popularidade do Apple Music. Nas redes sociais, centenas de usuários criaram uma espécie de "teoria da conspiração" em que acusam Swift de estar fingindo criticar a plataforma com o objetivo de promovê-la. "A carta aberta e a resposta da Apple é super teatral. Nada ali sugere que a Apple trata os artistas com mais justiça que qualquer outro serviço", comentou Tom Conrad, ex-executivo do software de streaming Pandora.

Mesmo com as mudanças, os artistas não lucrarão como o esperado. Segundo relatórios mencionados pelo jornal The New York Times, a Maçã pagará apenas US$ 0,02 por música executada durante o período de 90 dias gratuitos do Apple Music. O valor é semelhante às taxas de outros programas gratuitos de streaming concorrentes.

Fontes: Taylor Swift (Twitter), Mashable

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