Streaming de música diminui pirataria, mas também reduz vendas digitais

Por Redação | 29 de Outubro de 2015 às 13h00

Como muita gente imaginava, a popularização de plataformas de streaming de músicas, como Spotify e Rdio, ajudou muito a combater a pirataria que dominava a indústria fonográfica. No entanto, o que tinha tudo para ser uma grande vitória do mercado, se transformou em outro dor de cabeça, já que o novo formato diminuiu também as vendas de conteúdos digitais.

A constatação foi feita a partir de uma pesquisa organizada por uma comissão europeia que analisou o impacto do Spotify e demais serviços do gênero dentro da indústria como um todo. Para isso, entre 2012 e 2013, os pesquisadores analisaram dados semanais de vendas digitais e de arquivos baixados via torrent de mais de 8 mil artistas. Ao cruzar essas informações com números do Spotify, eles perceberam que a cada 47 streamings legais, o número de downloads diminuía em um. Multiplique isso por alguns milhões diários e você vai entender o impacto da descoberta.

Por outro lado, o mesmo estudo mostrou que algo semelhante acontecia em lojas digitais. A cada 137 execuções realizadas no Spotify, as vendas de faixas em lojas como iTunes e Google Play, por exemplo, também eram reduzidas em um. Com isso, fica fácil entender as reclamações de vários artistas quanto a esse formato.

No entanto, o impacto dessa queda nas vendas não é tão catastrófico. Segundo o levantamento, o Spotify não traz grandes perdas porque há um equilíbrio no meio de toda essa matemática. Embora tenhamos menos gente comprando música, houve um aumento considerável de usuários usando os serviços de streaming, e os royaltes dessas execuções acabam compensando essa balança.

Com isso, o estudo serve muito mais para destacar as vantagens que esse tipo de serviço oferece como um todo, sendo a ferramenta mais eficiente contra a pirataria até então, do que um alerta para a indústria fonográfica seguir os apelos do Kanye West de demonizar o Spotify. Afinal, é muito mais vantajoso oferecer às pessoas uma forma simplificada de acessar esses conteúdos — e de maneira legal — do que sair em uma caça às bruxas que nunca dá em nada.

Fonte: Ars Technica

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