Spotify decide novamente excluir músicas com discurso odioso de playlists

Por Wagner Wakka | 01 de Junho de 2018 às 16h39

O Spotify tem tido trabalho para lidar com conteúdos odiosos de artistas em sua plataforma. No início do mês, a empresa removeu músicas de suas playlists que fossem de artistas acusados de abusos sexuais. Contudo, o CEO Daniel Ek informou nesta quinta (31) que a companhia voltaria atrás na decisão, por não se considerar “polícia moral” da internet. Após polêmica e até ameaça de boicote entre usuários, a plataforma mais uma vez volta atrás e decide que vai manter a sua política contra discurso de ódio na plataforma.   

No site oficial da empresa, houve uma atualização que especifica melhor o que a plataforma entende como conteúdo de ódio. “Conteúdo de ódio é conteúdo que expressa e principalmente promove, defende ou incita o ódio ou a violência contra um grupo ou indivíduo com base em suas características, incluindo raça, religião, identidade de gênero, sexo, etnia, nacionalidade, orientação sexual, status de veterano ou deficiência. Nós não permitimos conteúdo odioso no Spotify”, informa o site.

Para além disso, o texto ainda informa que assim que o Spotify é avisado sobre um conteúdo que pode ferir esta política, vai retirar a mídia de suas playlists. Ainda disponibiliza um formulário pelo qual usuários podem fazer denúncia de tais tipos de conteúdo. Vale lembrar que uma denúncia passa pela revisão e verificação do Spotify antes que sejam tomadas quaisquer ações em relação ao conteúdo.

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“Também continuamos desenvolvendo e implementando tecnologias de monitoramento de conteúdo que identifica conteúdo em nosso serviço que foi sinalizado como odioso em registros internacionais específicos”, informa o site.

Polêmica

O caso começou no início de maio, quando a companhia removeu as músicas do rapper R. Kelly de suas playlists oficiais e do algoritmo para que seu conteúdo não seja promovido. Com isso, as músicas do artista continuam no catálogo, mas não serão mais promovidas pela empresa. O músico foi acusado de estuprar e abusar sexualmente uma mulher, desde a época em que tinha 14 anos, o que configura ainda pedofilia. O caso está sendo investigado.

Além de R. Kelly, o Spotify também removeu de suas playlists algumas músicas de outros rappers que já foram acusados de conduta abusiva, como XXXtentacion e 6ix9ine.

O CEO da empresa, nesta quinta, informou que os termos eram muito vagos e que a proposta não era penalizar indivíduos, mas apenas não promover seus discursos ofensivos. Com a nova medida, conteúdos dos músicos citados continuam no catálogo, mas não aparecem em playlists propagadas pelo Spotify.

Fonte: The Verge, Spotify

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