Spotify cogita limitar alguns artistas apenas para assinantes Premium

Por Redação | 09 de Dezembro de 2015 às 09h52
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Depois de muita briga, parece que o Spotify está prestes a dar o braço a torcer aos grandes nomes da música. Diante do descontentamento de artistas como Taylor Swift e Adele sobre o modelo gratuito adotado pelo serviço de streaming a ponto de não disponibilizarem seus mais recentes álbuns na plataforma, a empresa cogita a possibilidade de permitir que alguns discos só possam ser acessados por usuários que assinem o pacote Premium.

Ainda não se trata de nada oficial e, segundo o Wall Street Journal, o Spotify ainda estuda a possibilidade e conversa com executivos do cenário musical sobre o assunto. No entanto, conforme afirmam algumas fontes ligadas à companhia, é possível que tenhamos algumas novidades nesse sentido aparecendo no serviço já em 2016. Segundo esse contato, a nova abordagem deve aparecer inicialmente como um teste para descobrir a recepção do público a esse formato e o quanto isso trará novas assinaturas. Porém, ainda não se sabe quem vai ser o artista que vai servir de cobaia e nem quando isso deve acontecer, já que o Spotify não está pronto para anunciar uma mudança tão drástica em seu modelo de negócio.

De qualquer forma, mesmo sem uma definição sobre quem e quando, a verdade é que o simples fato da empresa estar negociando com agentes e outros nomes da música a possibilidade de restringir o acesso a certos álbuns já é uma grande reviravolta dentro de sua estratégia. O Spotify sempre se posicionou claramente contra essa política de limitar certos álbuns a apenas uma parcela de seus usuários, mesmo que isso significasse perder o apoio de grandes artistas. O caso mais recente foi Adele que, de acordo com alguns rumores, decidiu deixar o disco 25 de fora da plataforma por não querer que as pessoas ouvissem suas musicas sem que pagassem por elas.

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Adele

Se isso se concretizar, é bem possível que tenhamos uma grande reviravolta na guerra que a indústria fonográfica vem travando com o modelo baseado em publicidade que algumas plataformas de streaming adotaram. Já vimos o descontentamento de vários músicos em relação a isso, mas é realmente muito difícil bater de frente com nomes como Google e o próprio Spotify. No entanto, se este último decidir rever suas políticas e adotar algumas das reivindicações dos artistas como o Wall Street Journal sugere, é possível que tenhamos um cenário um pouco mais flexível em relação a essas batalhas de interesses. Afinal, a ideia do Spotify não é acabar com o modelo gratuito, mas oferecer conteúdo exclusivo para assinantes para incentivar que mais pessoas adotem o pacote pago.

Só que há um "porém" escondido nisso tudo. A partir do momento que a plataforma abrir essa concessão a um artista, certamente outros vão exigir o mesmo tratamento e isso vai fazer com que a quantidade de conteúdo premium apenas aumente, afastando a plataforma de sua promessa de se manter fiel aos usuários do formato gratuito. É uma enorme guerra de interesses e vai depender dos executivos e responsáveis pelos contratos do Spotify encontrar um meio termo em que todo mundo saia satisfeito.

Fonte: Wall Street Journal

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