RIAA acusa YouTube de usar práticas ilegais para pagar menos aos artistas

Por Redação | 31.03.2017 às 13:16

Em 2016, a indústria da música atingiu seu maior crescimento desde 1998, mas para o CEO da RIAA, Cary Sherman, a situação está longe do ideal. O diretor da associação que representa os interesses de gravadoras e músicos nos EUA acusou, no mesmo relatório em que anunciou os ganhos recordes, que o YouTube e outros serviços gratuitos utilizam métodos ilegais para pagar menos aos artistas.

O executivo fala de maneira geral, mas cita a plataforma do Google de maneira específica, fazendo inclusive uma comparação com a concorrência. Para Sherman, o YouTube usa brechas legais e outros artifícios para pagar US$ 1 por milhares de reproduções, enquanto essa mesma quantidade geraria, no mínimo, sete vezes mais em sistemas como o Apple Music ou Spotify. Os valores, para ele, estão bem abaixo do valor que as músicas e trabalhos dos artistas possuem.

É curioso, inclusive, vê-lo citando o Spotify, um serviço que, até bem recentemente, estava no alvo justamente de polêmicas desse tipo. Esse fator também é levado em conta por Sherman, que citou a melhora da plataforma nesse sentido como um fator benéfico, que a levou a se tornar uma das principais responsáveis do resultado histórico obtido em 2016.

No ano passado, a indústria da música viu um aumento de 11,4% em seus lucros, chegando a um faturamento de US$ 7,7 bilhões. Pela primeira vez, plataformas online e de streaming representaram mais da metade de todo o mercado, com 51,4% de penetração, enquanto o valor das obras também aumentou mais de 9%, mostrando que os consumidores parecem mais dispostos a pagar por música.

Os comentários negativos, então, acompanham a noção de que o mercado, por mais que esteja crescendo, ainda está longe do tamanho e influência que tinha no passado. A RIAA elogiou o Apple Music pelo pagamento adequado de royalties, mas citou incertezas com relação ao futuro. Para Sherman, o combate por pagamentos melhores, principalmente junto aos serviços gratuitos, deve continuar, enquanto a tendência de alta ainda não foi suficiente para compensar os anos de perdas consecutivas.

Fonte: RIAA