Napster "alfineta" Spotify e critica streaming gratuito de música

Por Redação | 16 de Agosto de 2015 às 11h55

Sim, o Napster ainda existe. Seu formato pode ter mudado, mas a polêmica continua fazendo parte do serviço. Em entrevista ao Techradar, um porta-voz da empresa deu uma bela "alfinetada" no Spotify e demais serviços de streaming de música que oferecem cadastro gratuito aos usuários.

"Não há evidências de que o modelo 'freemium' de negócios seja sustentável, como mostram os números das duas últimas semanas", provoca o porta-voz falando sobre os recentes rumores de que o Spotify planeja acabar com as assinaturas gratuitas.

Após batalhas judiciais e muitos processos, o que em 1999 era um software P2P de compartilhamento de arquivos de mídia que revolucionou o mercado fonográfico, o Napster passou a oferecer um catálogo de música para escutar online legalmente, cobrando uma assinatura mensal de seus usuários. Sua base de assinantes hoje gira em torno dos 3 milhões de pagantes, de acordo com a empresa, número bastante menor do que os 8 milhões de pessoas conectadas aos seus servidores em janeiro de 2001, quando o software esteve no auge da popularidade.

Enquanto o Spotify hoje conta com 20 milhões de usuários pagos, ocupando a liderança isolada na competição entre os serviços de música online, o Napster tenta se diferenciar focando exclusivamente na música. "Não vendemos propaganda ou hardware", explica o porta-voz. Já quanto à forma de escolher os artistas oferecidos, o Napster tem uma abordagem um pouco diferente, não diferenciando conteúdos com base na localidade do usuário.

"Nenhuma pessoa em Los Angeles ou Londres está ditando aos usuários do Napster o que eles devem achar bacana", afirmou, já que alguns desses serviços de streaming costumam oferecer aos assinantes dicas de sons conforme sua localização.

O novo Napster oferece por menos de R$ 0,50 ao dia um catálogo com 36 milhões de músicas de 180 gêneros com downloads ilimitados. Nele, é possível criar playlists próprias, não existe propaganda e o acesso pode ser feito via navegador no computador, ou por meio do app em smartphones e tablets.

Fonte: Techradar

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