Menos algoritmos, mais humanidade — a aposta do Apple Music em sua "nova era"

Por Daniele Cavalcante | 26 de Julho de 2019 às 11h59

Enquanto o Spotify é cada mais mais gerenciado por algoritmos, o Apple Music vai na direção oposta e ainda prefere apostar nas playlists criadas através de curadoria humana. Claro, a companhia de Cupertino utiliza algoritmos para alguns recursos em seu serviço musical, mas não no mesmo nível do Spotify.

Oliver Schusser, que assumiu o lugar de Jimmy Iovine, ex-diretor do Apple Music, falou sobre a “próxima era” do serviço. Ao falar sobre algoritmos, ele citou Tim Cook: “Você ouve Tim falar muito sobre humanidade, como estamos na encruzilhada entre as artes liberais e a tecnologia. Tem de ser os dois”.

“Nós realmente acreditamos que temos uma responsabilidade para com nossos assinantes e nossos clientes para que as pessoas recomendem como deve ser uma lista de reprodução e quem serão os futuros superstars”, declarou Schusser.

Mesmo com mais de 60 milhões de assinantes pagantes, seria fácil simplesmente usar algoritmos para controlar as listas de reprodução para indicar músicas aos ouvintes, como faz o Spotify. Mas essa abordagem obrigaria a Apple a abrir mão do “toque humano” que as curadorias oferecem, e a empresa dá grande importância a este elemento que permite uma conexão mais pessoal com seus usuários.

Fonte: Billboard

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