Infográfico mostra quanto cantores ganham por reprodução no Spotify e YouTube

Por Redação | 15 de Abril de 2015 às 10h25

Não é de hoje que a indústria fonográfica e artistas do ramo batem de frente com serviços de streaming de música como Spotify, Rdio e até mesmo o YouTube alegando que as plataformas promovem um verdadeiro surrupio nos seus bolsos. O debate é extenso e, até certo ponto, complexo.

O bate boca teve início quando a cantora pop Taylor Swift veio a público e soltou o verbo dizendo ser contra o modelo adotado pelo Spotify e serviços do tipo. Segundo ela, as plataformas não valorizam o trabalho dos artistas e paga muito pouco pelas músicas. A raiva da cantora de cabelos dourados cujas músicas estão nas paradas de sucesso de todo o mundo foi tamanha que ela simplesmente retirou todo o seu acervo do serviço de streaming em novembro do ano passado.

O Spotify, por sua vez, veio a público se defender e dizer que já gastou US$ 2 bilhões em royalties desde que o serviço foi criado e que pode estar acontecendo um "equívoco". Por causa desse mal entendido, o dinheiro pode não estar sendo repassado adequadamente pelas gravadoras que recebem o pagamento.

Sabendo os dois lados da história, a dúvida que não quer calar é: quanto exatamente um artista ganha ao disponibilizar suas músicas no Spotify, Rdio, Rhapsody e afins? Esses US$ 2 bilhões que o Spotify diz ter gasto realmente significam alguma coisa ou é só papo furado para a empresa se passar de santa aos olhos dos usuários? Pior ainda: será que o modelo tradicional de vendas, aquele em que o artista fecha um acordo com uma gravadora e vende suas músicas em CDs em lojas espalhadas pelo mundo, ainda é rentável e atraente para os cantores?

Para responder a todas essas questões o pessoal do Information Is Beautiful criou um infográfico para lá de bacana para acabar de uma vez por todas com essa confusão e mostrar que, sim, Taylor Swift tem sua parcela de razão na bulha com os serviços de streaming de música e, mais do que isso, em alguns casos é praticamente impossível arrecadar um valor decente nessas plataformas.

Confira o infográfico abaixo (é possível clicar sobre ele para visualizá-lo em tamanho real):

infografico

Clique no infográfico acima para vê-lo em tamanho cheio

Aqui vale explicar um fato interessante. Embora os artistas que não têm contrato assinado ganhem mais por CD vendido ou reprodução nos serviços, eles têm que arcar com custos de marketing, divulgação e outros. Já os que têm acordos fechados com gravadoras e plataformas de streaming se veem livres disso, passando toda a responsabilidade de divulgação para a contraparte. Dessa forma, o dinheiro "perdido" teoricamente retorna em maior exposição e, consequentemente, em mais álbuns vendidos ou faixas reproduzidas.

Mesmo assim, fica um tanto quanto difícil dizer qual modelo é mais rentável e, mais do que isso, qual plataforma de streaming é a mais atraente para um artista. O Spotify, por exemplo, paga menos que o Tidal, mas o serviço sueco tem muito mais usuários do que o mais novo negócio do rapper Jay-Z, o que acaba fazendo com que as chances de uma determinada música ser tocada sejam maiores.

Para você, qual modelo vale mais a pena? Qual plataforma é a mais atraente para os músicos? E, mais do que isso, quem está certo na peleja entre Taylor Swift e Spotify? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

Fonte: Information Is Beautiful

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