Indústria fonográfica perde direitos autorais para streaming gratuito do YouTube

Por Ares Saturno | 10 de Outubro de 2018 às 19h15
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O streaming de música tem feito cada vez mais parte do nosso cotidiano. Entretanto, a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês) reportou um problema em seu último relatório, o Music Inspight Report de 2018: 47% do consumo global de música acontece no YouTube, de forma gratuita. O relatório também informa que 52% do consumo de música na Internet ocorre no formato de vídeo.

A plataforma de vídeo oferece pacotes como o YouTube Music e o YouTube Premium, mas os serviços pagos de streaming correspondem a apenas 28% do consumo.

A indústria fonográfica está, desde o advento do Napster em 1999, enfrentando problemas para se adaptar aos hábitos de consumo da população, sendo que nos últimos anos o lucro das gravadoras e artistas depende do pagamento de royalties por fluxo. Segundo o relatório da IFPI, o Spotify paga cerca de US$ 20 por usuário em royalties, e o YouTube paga menos de US$ 1.

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Além de pagar menos aos artistas e gravadoras, o YouTube também significa violação dos direitos autorais. Isso se dá porque, segundo o relatório da IFPI, dos 38% de ouvintes que confessaram consumir música por meio de downloads ilegais, 32% baixam os conteúdos por meio de stream ripping, que consiste em extrair de forma ilegal materiais protegidos por direitos de autor nos serviços de streaming, como o YouTube, que permite a conversão dos endereços de URL de vídeo em arquivos de áudio que podem ser compartilhados.

Fonte: Mashable

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