Grooveshark volta a funcionar, mas em versão não oficial

Por Redação | 06.05.2015 às 11:47

A tristeza dos fãs do Grooveshark, que fechou as portas inesperadamente no fim da última semana, parece não ter durado tanto. Misteriosamente, a plataforma parece ter voltado a funcionar, mesmo que de forma não oficial, mas com pelo menos 90% de sua biblioteca original de músicas e arquivos.

O responsável pelo “novo serviço”, que opera a partir do endereço Grooveshark.io, se identifica apenas como “Shark” e, por motivos óbvios, prefere não se identificar. Mais do que isso, ele diz estar ligado à empresa original “de alguma forma” e que, agora, trabalha para garantir que os 10% de arquivos restantes também estejam disponíveis online.

Ele conta que, ao primeiro sinal de problemas, começou a capturar os arquivos disponíveis e realizar um backup. Ele suspeitava que o fim da plataforma estava próximo e, por isso, decidiu garantir que a alma do “tubarão” continuasse viva. Quando o plugue foi puxado e o serviço encerrou seu funcionamento, ele já havia tido acesso à maioria dos arquivos, que estavam armazenados de maneira segura.

Ecoando ao retorno do Pirate Bay, que também voltou ao ar pouco após uma batida policial, só que pelas mãos de terceiros, o “novo” Grooveshark conta com toda uma equipe em seu desenvolvimento. A ideia, agora, é restabelecer o funcionamento total da plataforma e permitir que ela continue operando da mesma forma que fazia originalmente antes de sair do ar.

Além disso, os responsáveis por esse retorno sabem que estão diante de uma longa batalha contra as mesmas gravadoras e empresas que acabaram com o Grooveshark. De acordo com o responsável, a infraestrutura e os servidores já estão funcionando e existem maneiras de conter possíveis ações legais ou a retirada ordenada por provedores de conteúdo e empresas de hospedagem. A situação parece ser a mesma do Pirate Bay, que também opera desta forma, e o combate promete ser semelhante.

Entenda o caso

Em uma notícia que surpreendeu a todos, o Grooveshark saiu do ar repentinamente na noite do último dia 30 de abril. Com uma mensagem de texto simples publicada no que era antes a porta de entrada do serviço, os responsáveis pedem desculpas às gravadoras pela disponibilização gratuita de faixas protegidas por direitos autorais e indicam para seus usuários serviços “legítimos”, como o Spotify e o Rdio, por exemplo.

O fechamento da plataforma veio como parte de um acordo judicial para um processo que já vinha caminhando há alguns anos e poderia resultar em uma multa de mais de US$ 730 milhões aos criadores. Como parte dessa negociação, os aplicativos, patentes e propriedades relacionadas ao Grooveshark foram entregues às empresas reclamantes, mas não se sabe ao certo se o fechamento do serviço isentou compensações pela quebra de propriedades registradas.

O problema aconteceu devido a uma característica peculiar do Grooveshark: ele permitia não apenas que os usuários ouvissem músicas online, como também realizassem o upload de canções, mesmo que não possuíssem os direitos sobre elas. E-mails recuperados, com mais de dez anos de idade e usados no processo incluem pedidos dos fundadores da empresa para que seus funcionários e amigos subissem canções de artistas famosos como forma de criar um portfólio para atrair usuários para o serviço.

Em seu auge, o Grooveshark contava com 20 milhões de usuários e cerca de 15 milhões de músicas disponíveis para ouvir de forma gratuita.

Fontes: SlashGear, BGR