Faturamento de streaming já ultrapassa o download de músicas

Por Redação | 24 de Março de 2016 às 11h30

Houve um tempo em que a compra digital era a grande coqueluche do mercado de música, ultrapassando até mesmo o mercado tradicional de discos. Mas esses tempos já ficaram para trás, pois de acordo com um relatório da RIAA, a associação americana da indústria fonográfica, o rendimento dos serviços de streaming ultrapassou, pela primeira vez, o mercado de downloads.

Em 2015, serviços como Spotify, Rdio e outros foram responsáveis por 34,3% do faturamento de gravadoras e empresas do setor. Esse total, de US$ 2,4 bilhões, é 0,3% maior que o obtido ao longo do ano por plataformas de compra e download de faixas digitais, como o iTunes, que eram, há anos, os líderes do segmento.

É uma porcentagem pequena, mas que já mostra a força do setor e, mais do que isso, indica que uma ampliação ainda maior dessa vantagem está por vir, na medida em que mais e mais usuários preferem o streaming ao download de músicas. Cresceu também o mercado de compra de vinis, que rendeu US$ 416 milhões para as gravadoras, na onda dos colecionadores e saudosistas.

Apesar do número a ser comemorado, o resultado também deve intensificar a pressão da RIAA e outras associações de gravadoras sobre serviços que trazem opções gratuitas para seus usuários, como é o caso do Spotify. Segundo o CEO da organização, Cary Sherman, o montante de US$ 2,4 bilhões é extremamente baixo quando se leva em conta o total de faixas ouvidas pelos usuários, uma demonstração de que essas plataformas ainda pagam royalties baixos demais para gravadoras e artistas.

Foi esse fator que levou, por exemplo, muitos artistas, como Taylor Swift, a retirarem suas faixas do Spotify. Outros astros não tomaram o mesmo tipo de atitude, mas se posicionaram de forma ativa contra o baixo pagamento de royalties, algo que o serviço adotou devido a seu próprio modelo, que traz uma opção gratuita baseada em anúncios e outra premium, sem as propagandas e opções de download de músicas e canções em qualidade mais alta.

No ano de 2015, o mercado fonográfico fechou com um faturamento total de US$ 7 bilhões, um aumento de 0,9% em relação ao ano anterior. Além dos 34,3% de streaming e dos 34% dos downloads, as compras de CDs e vinis representou 28,8% do segmento.

Fonte: RIAA

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