Coldplay não lançará novo álbum no Spotify

Por Redação | 05.12.2015 às 12:15

O Coldplay é a mais nova banda a entrar para o grupo de artistas que se posicionam contra a oferta de conteúdo gratuito do Spotify. Nesta sexta-feira (4), o conjunto britânico anunciou que seu novo álbum, A Head Full of Dreams, não será disponibilizado no serviço em seu lançamento, permanecendo restrito a outras plataformas como Apple Music, Tidal e Rhapsody, que funcionam apenas por meio de assinaturas.

Não se trata de uma ação inesperada, uma vez que os dois discos anteriores do Coldplay, Ghost Stories, de 2014, e Mylo Xyloto, de 2011, também não estavam na plataforma em seus respectivos lançamentos. Por outro lado, alguns fãs esperavam que a coisa fosse diferente desta vez, pois a banda lançou seu novo single, Adventure of a Lifetime, normalmente no Spotify, se tornando uma das canções mais ouvidas de novembro, com mais de 21 milhões de reproduções.

Porta-vozes da banda não se pronunciaram sobre a decisão, e o frontman Chris Martin também não falou abertamente. Mas nos bastidores corre a informação de que o grande culpado pela ausência de A Head Full of Dreams no Spotify é justamente a exigência do serviço: de que todo seu catálogo esteja disponível tanto para os usuários pagantes quanto para aqueles que não pagam uma assinatura.

A ideia da plataforma é não fazer nenhum tipo de distinção, e transformar a mensalidade em um pacote “premium” que dê mais recursos e melhore a usabilidade do Spotify, mas sem mexer em sua funcionalidade básica. Contudo, o faturamento menor e o serviço suportado por anúncios gera um pagamento de royalties mais baixo para artistas e gravadoras, o que acaba resultando em atitudes como a tomada pelo Coldplay, que já foi realizada antes por nomes como Taylor Swift e Thom Yorke, do Radiohead.

A cantora americana, inclusive, já criticou o Spotify abertamente mais de uma vez, afirmando que o serviço não dá o valor devido à arte e seus criadores, além de ser um dos principais responsáveis pela queda nas vendas de discos, mas sem entregar uma compensação equivalente em troca disso. Swift foi uma das maiores apoiadoras de plataformas como o Tidal, que ao funcionar somente por meio de assinaturas, chegou com o objetivo de entregar aos artistas o que lhes é devido.

Fontes: The Wall Street Journal, Digital Trends