Aurous já enfrenta problemas judiciais pouco tempo após lançamento

Por Redação | 14 de Outubro de 2015 às 11h53

A indústria da música está alerta contra qualquer serviço que possa violar os direitos autoriais de suas músicas. Assim, não é surpresa que o serviço Aurous esteja sendo processado judicialmente por grandes gravadoras, acusado de violação de direitos autorais. Depois de lançar a versão alpha do Aurous no último final de semana, o desenvolvedor Andrew Sampson afirmou a Billboard que já tem uma ação judicial em mãos.

Três grandes gravadoras — Universal Music Group, Sony Music Entretainment e Warner Music Group — e duas filiais, Atlantic e Capitol, entraram com uma ação no Tribunal Distrital dos Estados Unidos no sul da Flórida, alegando "flagrante" de violação de direitos autorais pela Aurous, cujo desenvolvimento é liderado por Andrew Sampson.

"Este serviço é um exemplo flagrante de um modelo de negócio alimentado por roubo de direitos autoriais em escala maciça", escreveu a RIAA em um comunicado. "Assim como Grokster, Limewire ou Grooveshark, não é legal e nem licenciado.Nós não permitiremos que um serviço como esse atropele intencionalmente os direitos dos criadores de música".

A denúncia depende de duas acusações. A primeira, é que Aurous é alimentado de músicas de "sites que oferecem uma vasta coleção de cópias piratas de música", que estão localizados no exterior. O aplicativo do Aurous emprega mais de 120 APIs públicas, que permitem que o serviço busque músicas de lugares como YouTube e SoundCloud, e que também podem incluir sites ilegais.

A segunda acusação feita pelas gravadoras é que o serviço permite aos usuários fazerem streaming de música diretamente do BitTorrent, o que é negado por Sampson. O aplicativo utiliza o protocolo de compartilhamento de arquivos BitTorrent que permite aos usuários realizarem pesquisas muito mais rápido nas 120 APIs que buscam músicas em sites.

A defesa do Aurous irá se firmar no argumento de que não hospeda nenhum conteúdo próprio. Tal estratégia já foi utilizada por outras startups no passado, mas sem sucesso. Além disso, o serviço terá de utilizar recursos substanciais para se defender de forma eficaz do poder combinado das grandes gravadoras. Sendo assim, pode ser que o Aurous termine antes mesmo de ser oficialmente lançado.

Uma liminar imediata contra a disponibilidade e operação do Aurous deverá ser solicitada pelas gravadoras para que o serviço deixe de atuar.

Via Billboard

Fonte: http://www.billboard.com/articles/business/6729404/aurous-sued-majors

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