Assinaturas globais de streaming de músicas crescem 39% em 2014

Por Redação | 15.04.2015 às 12:35

O mercado de streaming de música alcançou ótimos números de acordo com relatórios divulgados, nesta terça-feira (14), pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica) e pela ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos). Os números mostram um forte crescimento de assinaturas de streaming de músicas e receitas digitais cada vez mais próximas de superar as vendas físicas no Brasil.

De acordo com os relatórios, as assinaturas de plataformas como Spotify, Deezer e Rdio obtiveram um crescimento expressivo de 39% no ano passado. Com este aumento, os serviços de streaming de música já representam 23% do mercado digital global.

Já as vendas físicas, que envolvem CDs, DVDs e Blu-Rays, tiveram um recuo de 8,1% em 2014, mas, em contrapartida, as receitas da área digital cresceram 6,9%, chegando a 46% das vendas mundiais de música, alavancadas exatamente pelo bom desempenho das plataformas de streaming.

Segundo Paulo Rosa, presidente da ABPD, "a sinergia entre o mercado de streaming, as operadoras de telefonia móvel e o uso crescente de smartphones com acesso à internet criam condições mais do que favoráveis para que este setor continue crescendo significativamente".

A América Latina foi a única região do mundo em que houve crescimento no mercado fonográfico, segundo os dados da IFPI. Na região, o crescimento chegou a 7,3%. Já no mercado europeu, houve uma pequena variação negativa de 0,2%. Na América do Norte e na Ásia houve uma redução nas receitas de 1,1% e 3,6%, respectivamente.

O mercado brasileiro fonográfico registrou um aumento de 2% em suas receitas, impulsionado pelo amplo crescimento da área digital. As receitas com musica digital já representam 48% do total combinado entre físico e digital no Brasil. Este número mostra a força que os serviços de streaming estão conquistando no mercado nacional em pouco tempo de atuação.

Pela segunda vez em cinco anos, em 2014 o recuo do mercado físico de música (-15%) foi compensado pelo crescimento das receitas digitais, que chegaram a 30%. As receitas com música digital no Brasil em 2014 estão distribuídas da seguinte forma: serviços de streaming de áudio e vídeos musicais representam 51%, download de músicas avulsas e álbuns completos chegam a 30% e Telefonia Móvel a 19%.

A ABPD, pela primeira vez, divulgou suas estatísticas seguindo a mesma metodologia do IFPI, pela qual é estimado o mercado total de música gravada, incluindo o setor independente. Uma outra novidade no relatório da Associação Brasileira dos Produtores de Discos é que os valores brutos arrecadados com direitos de execução pública na parte que cabe aos produtores fonográficos e em sua totalidade, bem como direitos de sincronização, são considerados no somatório de receitas do mercado musical brasileiro.

O total do mercado brasileiro de música gravada em 2014, seguindo essa metodologia, é composto por vendas físicas de CDs e DVDs (R$ 236,5 milhões), receitas com música digital (R$ 218 milhões), direitos de execução pública (R$ 122,7 milhões) e de Sincronização (R$ 4,5 milhões), totalizando R$ 581,7 milhões. Comparado a 2013, onde este número chegou a R$ 570,4 milhões, o aumento foi de 2%.

Em janeiro, o Spotify anunciou que sua base de assinantes e usuários ativos aumentou 50% em menos de um ano. Atualmente o serviço conta com mais de 15 milhões de assinantes mensais e 60 milhões de usuários ativos em todo o mundo.

Via O Globo

Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/musica/assinaturas-de-streaming-de-musica-crescem-39-ja-representam-23-do-mercado-digital-global-15866702http://info.abril.com.br/noticias/mercado/2015/01/numero-de-assinantes-e-usuarios-ativos-do-spotify-cresce-50-em-me