Vendas digitais de música caem 6% em 2013

Por Redação | 09.05.2014 às 14:30

Muito se fala sobre o declínio do mercado de venda de músicas digitais, na mesma medida em que ocorre a ascensão dos serviços de streaming. Agora, essas afirmações podem ser baseadas em números, já que, pela primeira vez na história, houve queda na comercialização de canções e álbuns online.

Os dados publicados pelo Business Insider revelam uma queda de 6% em relação a 2012, com 1,259 bilhão de faixas vendidas no ano passado. A queda se reflete em todas as categorias de música, sejam os lançamentos – com 594 milhões de músicas vendidas e 1,5% de redução – ou catálogo, com baixa de 9,2% e 666 milhões de gravações vendidas.

Os dados também não são nada animadores para as vendas físicas. O CD, ainda o principal formato de venda de músicas nas lojas físicas, apresentou queda de 14%, enquanto as comercializações de álbuns completos no mundo digital acabaram estagnadas, com 118 milhões vendidos tanto em 2012 quanto em 2013.

Ainda sobre o mercado físico, vale citar um dado interessante. Como em um retorno ao passado, os discos de vinil apresentaram sucesso estrondoso e, em 2013, tiveram crescimento de 33% nas vendas em relação aos números registados no período anterior. Foram 6,1 milhões de LPs vendidos e o item, cada vez mais, se fixa como uma proposta voltada para colecionadores que, claro, está rendendo faturamento adicional para gravadoras e fabricantes.

Os totais do mercado de música são um reflexo do movimento dos ouvintes. Eles continuam escutando seus artistas preferidos, mas agora, estão dando cada vez mais preferência aos serviços de streaming, que podem ser acessados de qualquer lugar e em diversos dispositivos, sem a necessidade de se lidar com transferência de arquivos ou valores individuais para compra de faixas e álbuns. Para muita gente, parece mais vantajoso adquirir uma assinatura e ter acesso a um grande portfólio.

Essa tendência é o que explica, por exemplo, a provável compra da Beats Electronics pela Apple. Apesar de conhecida pelos seus fones de ouvido e equipamentos de áudio com foco no design e na qualidade de som, a empresa também estreou recentemente seu próprio serviço de música. Para a Maçã, que ainda tem a venda de músicas digitais como um de seus grandes negócios, a aquisição de uma solução “pronta” parece mais vantajosa que a construção de sua própria plataforma de streaming.