Spotify pode limitar acesso gratuito a músicas por pressão de gravadora

Por Redação | 23 de Março de 2015 às 12h05

Uma das maiores vantagens do Spotify é a possibilidade de ouvir suas músicas sem precisar assinar o serviço. Tudo bem que há anúncios a todo o momento e algumas outras restrições, mas nada disso chega a ser um incômodo. No entanto, parece que esse modelo não está agradando todo mundo e a empresa está sendo pressionada a mudar seu modelo de negócio — e para pior.

Segundo informações, a Universal Music não está satisfeita com o retorno obtido com o serviço de música sob demanda e está renegociando contratos para diminuir a quantidade de canções disponíveis para não assinantes. E, como estamos falando de uma das maiores gravadoras do mundo, o golpe pode ser bem duro para muita gente.

A razão para isso é bem simples: dinheiro. Tanto que um contato da gravadora disse exatamente que a solução para essa relação entre gravadora, artista e o Spotify é exatamente criar formas que incentivem o usuário a sair do uso gratuito e a adquirir uma assinatura.

Isso não significa acabar com o modelo atual baseado em anúncios, mas ampliar as restrições. Assim, quem paga uma mensalidade para o serviço não ficaria apenas livre das propagandas e com acesso a outros recursos, mas também teria um acervo musical bem maior à sua disposição.

Apesar do Spotify não ter comentado sobre o assunto, uma publicação no blog oficial do serviço feita pelo CEO Daniel Ek em novembro traz alguns comentários interessantes sobre o assunto. Na época, ele comemorava o bom desempenho do serviço, que havia pagado mais de US$ 2 bilhões às gravadoras por conta da execução de suas músicas, e comentou que o segredo do Spotify é exatamente o modelo atraente que incentiva o usuário a migrar de uma conta gratuita para a Premium — algo que ele vê como sendo vantajoso para todas as partes.

Seja como for, a pressão da Universal sobre o serviço sob demanda deve ser apenas o início de uma briga que deve ganhar força daqui para frente. A indústria fonográfica parece ainda não ter entendido a internet e segue dando cabeçada onde não deve, mesmo naquilo que ajudou a tirar muita gente da ilegalidade.

Via: Financial Times e TechRadar

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