Deezer comemora crescimento e anuncia nova 'experiência musical' para usuário

Por Igor Lopes | 06 de Novembro de 2013 às 15h06

"Ouvir música é uma experiência. Se você ouve sempre a mesma música, não há descoberta, não há inovação". Essa frase, dita pelo CEO da Deezer, Axel Dauchez, em um evento para imprensa na manhã de hoje (06/11), em Londres, define bem as mudanças que o serviço de streaming de músicas está propondo em sua nova fase, a ser disponibilizada para o público no dia 19 de novembro. Com a ajuda de algoritmos e um time de editores espalhados pelo mundo, a empresa quer fazer com que você descubra cada vez mais artistas e conheça cada vez mais sobre o que gosta de ouvir.

A partir de agora, a home do usuário contará com a ajuda de um algoritmo para oferecer sugestões personalizadas, baseadas nos artistas que ele curte e nas músicas que mais ouve. Até então, o serviço pecava por oferecer uma home única para cada país, com sugestões baseadas na "média geral da população". "O 'Deeztaques' leva a descoberta musical para um nível mais avançado ao combinar inovação tecnológica com a equipe editorial da Deezer espalhada por todos os continentes. (...) O feed de músicas oferece recomendações diárias com base nas canções que o assinante escuta, os últimos lançamentos de suas bandas favoritas, as playlists criadas por seus amigos, além de recomendações especialmente selecionadas pela equipe editorial. Com isso, os assinantes contam com uma seleção musical perfeita e personalizada, desenhada especialmente para eles", diz Dauchez.

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Novos álbuns de seus artistas preferidos são sugeridos, além de destaques selecionados pela equipe (Foto: Reprodução)

Outro novo recurso é o "Deezcubra", que complementa o "Deeztaques". Ele tem o objetivo de ser uma forma de ficar por dentro, tanto dos últimos lançamentos, quanto das escolhas e recomendações dos editores. Com o "Deezcubra", os usuários podem fazer pesquisas por região e gênero musical, o que significa ter acesso às músicas lançadas em todos os cantos do mundo. Hoje com 30 milhões de faixas, o acervo da Deezer cresce a uma velocidade de 27.000 novas músicas e 1500 novos artistas por dia.

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Agora é possível pesquisar músicas de diversas regiões do mundo, escolhidas por 50 editores (Foto: Reprodução)

Organizando o acervo

O novo aplicativo Deezer para Mac, ainda em fase Beta, tem a intenção de fazer com que a computação em nuvem tome forma na tela do usuário. Em outras palavras, os arquivos virtuais são exibidos como se estivessem em pastas locais, e a busca é mostrada como se estivesse sendo feita no próprio HD do usuário. Isso é possível porque os arquivos de música da Deezer contêm apenas metadados, não incluindo conteúdo de áudio. Por isso são muito leves e permitem esse tipo de visualização rápida. Eles podem ser organizados da forma que os usuários desejam e exibidos de acordo com suas preferências. As músicas .MP3 armazenadas localmente também são integradas à busca e à organização de pastas, garantindo a exibição de um acervo único, completo e sincronizado com a Deezer. Em breve, essas novidades também serão implementadas no aplicativo para PC.

Deezer em números

A Deezer já conta com mais de 5 milhões de usuários pagos nos 182 países em que atua – um crescimento rápido, já que há um ano o número de assinantes não passava dos 2 milhões. O escritório em São Paulo foi aberto no início de 2013, e, mesmo sem dizer números, Mathieu Le Roux, diretor do Deezer para a América Latina, garante que o Brasil figura entre os quatro países que mais cresceram em assinaturas nos últimos meses, ao lado do México, Colômbia e Reino Unido. "Isso prova que o brasileiro está disposto a sair da pirataria e pagar por música. Além disso, a assinatura aqui está mais barata do que lá fora se levarmos em consideração o câmbio. Na França a Deezer Plus custa 10 euros [R$ 30,71], na Inglaterra 10 libras [R$ 36,54], no Brasil custa R$ 15,00".

Animado com os números, Mathieu vê um futuro promissor para o segmento de streaming de música. "Hoje representamos uma fatia pequena da distribuição musical, mas esse quadro tende a mudar", garante. Segundo ele, na França e na Escandinávia, o streaming já representa uma maior fonte de renda para as gravadoras do que as plataformas de download de MP3, como iTunes Store. "70% do nosso faturamento vai para as gravadoras e editoras. Proporcionalmente, o streaming paga para a gravadora mais do que o YouTube, mais do que rádios. Então, este é um negócio que tem tudo para crescer", conclui. Nesse sentido, ele vê com bons olhos a chegada de concorrentes por aqui. Rdio e Napster já atuam no Brasil, e o Spotify deve chegar em breve. "Quanto mais players trabalhando para popularizar o streaming, melhor. Historicamente, ganhamos mercado todas as vezes que tivemos que brigar pela liderança. Na verdade, a minha preocupação é sempre ocupar os primeiros lugares do mercado quando isso acontecer".

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