Zuckerberg defende a Oculus em processo por roubo de propriedade intelectual

Por Redação | 18 de Janeiro de 2017 às 14h11
photo_camera Divulgação

O CEO e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, como era de se esperar, testemunhou a favor da Oculus na terça-feira, 17, em um julgamento que está acontecendo nesta semana em um tribunal federal de Dallas, no Texas (EUA).

A desenvolvedora do headset Oculus Rift e seu fundador, Palmer Luckey, são acusados pela desenvolvedora de games ZeniMax Media de suposto roubo de informações sigilosas sobre a tecnologia de realidade virtual. O processo foi registrado em 21 de maio de 2014.

"Estou aqui porque acredito que as alegações são falsas, e é importante testemunhar isso", declarou Zuckerberg em seu depoimento. "A ideia de que os produtos Oculus são baseados na tecnologia de outra pessoa é simplesmente errada". “Produtos da Oculus são baseados em tecnologias da Oculus”, argumentou.

Se não acontecerem adiamentos ou atrasos, o julgamento do processo ainda deve se arrastar por mais duas semanas. A ZeniMax pede US$2 bilhões de indenização pelo suposto roubo de tecnologia e pesquisa, o mesmo valor que o Facebook teria pago pela Oculus, em 2014.

Entenda o caso

Os problemas começaram quando John Carmack, um dos fundadores da Id Software e principal responsável pelo jogo Doom, saiu de seu antigo emprego para fazer parte da equipe que trabalha no Oculus Rift, no fim de 2013.

A ZeniMax em seu processo judicial alega que Carmack levou documentos vitais da empresa quando se desligou para aceitar um cargo na Oculus e desenvolver a tecnologia utilizada em sua plataforma de realidade virtual. Segundo os advogados da acusação, existe “evidência substancial” não somente de que houve desvio de informações confidenciais, como também que a Oculus teria destruído provas para ocultar o furto de propriedade intelectual da id Software, adquirida pela ZeniMax em 2009.

Tony Sammi, um dos advogados que representam a acusação, chegou a afirmar que a compra da Oculus pelo Facebook constituiria “um dos maiores roubos de tecnologia que já existiu”. Entretanto, Mark Zuckerberg rebateu a declaração e chegou a insinuar que a ZeniMax estaria tentando se aproveitar do sucesso da tecnologia da realidade virtual.

Fonte: Mashable

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