Yahoo pode demitir 15% de seus funcionários em plano de corte de gastos

Por Redação | 02 de Fevereiro de 2016 às 12h41

Grandes mudanças no Yahoo devem ser anunciadas nesta terça-feira (2), e elas não são do tipo positivo. De acordo com informações ainda não confirmadas, a CEO Marissa Mayer deve anunciar um grande plano de reestruturação e corte de gastos que deve envolver a demissão de 15% dos funcionários da empresa, além do fechamento de escritórios regionais e o abandono de certos segmentos de negócios que não vêm apresentando bons resultados.

Como a novidade não foi confirmada oficialmente, as informações ainda são escassas, e oriundas de pessoas ligadas aos planos. Entretanto, sabe-se desde já que o recém-anunciado fechamento das sedes do Yahoo na América Latina, mais especificamente na Argentina e no México, teria a ver com tais cortes. A empresa passa a coordenar suas operações no território a partir de seus escritórios no Brasil que, acredita-se, não deve ser atingido pelas demissões a serem reveladas nesta terça.

Os cortes devem ser anunciados após a divulgação dos resultados financeiros relativos ao quarto trimestre de 2015, e a perspectiva, claro, é de números em baixa. Desde que assumiu a diretoria da empresa, em outubro de 2012, Marissa Mayer tem dado grande foco a um retorno à lucratividade e saúde financeira do Yahoo, realizando mudanças que não surtiram o efeito esperado por acionistas e especialistas no mercado. Agora, a ideia é fazer com que a empresa seja menor para alcançar tais objetivos.

O enxugamento de despesas e operações também serve para que a companhia se prepare melhor para conter as pressões de grupos de investidores que pedem por uma venda da empresa, liderados pela firma de investimentos Starboard Value LP. Eles chegaram a questionar a liderança de Mayer e não negaram que poderiam iniciar uma batalha gerencial sobre o caso, resultando, possivelmente, no apontamento de uma nova diretoria mais alinhada a esses ideais.

Mesmo com a demonstração pública de interesse da parte de grandes empresas como a Verizon, por exemplo, a gerência do Yahoo descartou qualquer possibilidade de venda no final do ano passado. Na época, a própria Mayer disse que um processo de aquisição ou fusão estaria fora dos planos, e que o objetivo agora seria enxugar as operações em busca de maior rentabilidade, mas mantendo a independência de suas operações.

Por outro lado, já há quem diga que essa redução serviria, justamente, para facilitar um processo de compra, e que a CEO e sua diretoria não teriam opções a não ser aceitarem a proposta da Starboard. Os executivos pouco poderiam fazer diante de gastos que cresceram 20% nos primeiros nove meses de 2015 e vieram acompanhados de uma queda de 4% no faturamento total.

Para o último trimestre de 2015, a expectativa dos especialistas é que o Yahoo, pela primeira vez nos últimos seis anos, apresente ganhos abaixo do US$ 1 bilhão. A previsão é de lucros na casa dos US$ 900 milhões e um aumento pequeno no faturamento, de apenas 1%, em relação ao mesmo período de 2014.

Fonte: The Wall Street Journal

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