Xiaomi diz que queda nas vendas não vai abalar a empresa

Por Redação | 25 de Novembro de 2016 às 11h51

A chinesa Xiaomi foi avaliada em US$ 46 bilhões em 2014 e se tornou a melhor fabricante e vendedora de smartphones da China. Não demorou para que a empresa decidisse expandir sua operação para outros países, até que, no ano passado, ela encarou uma queda de 12% na venda global de celulares. No entanto, o vice-presidente global da Xiaomi disse que não há motivos para preocupação.

O executivo brasileiro Hugo Barra explicou que o modelo de negócios da empresa não foi baseado em dinheiro gerado apenas pela venda de smartphones e já jogou para escanteio a possibilidade de a Xiaomi precisar levantar fundos para manter seu valor de mercado.

Durante uma entrevista à agência de notícias Reuters, Barra disse que a fabricante se preocupa "com os fluxos de receitas recorrentes ao longo de muitos anos", e não com retorno imediato pela venda de produtos. "Poderíamos vender 10 bilhões de smartphones e nós não teríamos um único centavo de lucro", disse o executivo. "Não há nenhuma necessidade de fazer um IPO ou uma rodada privada de financiamento."

A chinesa também tem dado ênfase à sua gama de eletrodomésticos, como purificadores de ar e água, panelas de arroz, entre outros produtos. Em abril, o vice-presidente da Xiaomi, Liu De, disse que a empresa espera que a venda de seus dispositivos domésticos dobre para cerca de US$ 1,5 bilhão este ano.

A empresa está investindo fortemente em regiões como a Índia e Sudeste Asiático, mas já se prepara para entrar no disputado mercado dos Estados Unidos. Além disso, a Xiaomi estará pela primeira vez na Consumer Electronics Show (CES) 2017, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo que ocorre anualmente em Las Vegas, EUA. Misteriosa, a companhia ainda fez questão de dizer que sua participação na feira será marcada pelo lançamento de um produto em escala global.

Via Venture Beat

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