Wickbold faz migração completa de infraestrutura e aplicações para nuvem com HPE

Por Redação | 12.11.2016 às 08:00
photo_camera HPE Divulgação

A companhia brasileira do setor de alimentos Wickbold confirmou a migração completa de sua infraestrutura de TI e aplicações de seu antigo data center, baseado na sede da empresa, em São Bernardo (SP), para um ambiente de nuvem hospedado pela Hewlett Packard Enterprise (HPE).

De acordo com Marcos Paulo Bertocelo, CIO da Wickbold, a migração para a nuvem começou há quatro anos e deve garantir agora mais sinergia entre as áreas de negócio e o departamento de TI da empresa, além de capacidade para suportar o crescimento da empresa. "Nós conseguimos evoluir dez anos em apenas dois", avalia o executivo.

Até a migração, a empresa operava servidores sem espelhamento, o que colocava em risco a atividade das quatro fábricas e nove centros da companhia no país no caso de uma falha de sistema. A infra precária obrigava a equipe de TI a permanecer em alerta constantemente, na tentativa de mitigar qualquer risco que pudesse acabar em um prejuízo de negócio.

“Foram 12 meses de estudos, relatórios, planilhas e apresentações para que o projeto fosse aprovado", explicou o CIO. "O que investimos nesse projeto equivale a um dia de perdas financeiras, caso tivéssemos algum problema na TI e parássemos a fábrica". A empresa, no entanto, não abre qual foi o valor total do investimento da transição.

No processo, Bertoncelo mostrou ao board os riscos que o antigo data center trazia em termos de energia elétrica, climatização, infraestrutura, conectividade e backup, além de desenhar os cenários ideais para migração para a número.

A HPE acabou sendo a parceria escolhida para o processo por possuir o melhor assessment no ambiente escolhido pela Wickbold. Durante três meses, as empresas criaram um ambiente-bolha simulando a produção da companhia, testando a implementação de cada sistema para mitigação de riscos. Ao final do período, to todas as aplicações, de e-mails até o ERP da companhia, foram para a cloud.

“Nós não tivemos rupturas no negócio. Isso é muito importante. Migramos o ambiente em um dia e meio e a empresa continuou funcionando", comentou Bertoncelo. "Lógico que registramos lentidão, mas fizemos adequações de processos e a lentidão foi resolvida. O importante é que não deixamos de faturar notas em nenhum momento".

Agora, com a adoção da nuvem, o departamento de TI da companhia tornou-se mais estratégico e passou a estar mais envolvido nas decisões de negócio da empresa. "Ganhamos sinergia, organização e ainda enxugamos nosso data center de 100 servidores para 60, mesmo ganhando espaço para crescer", avalia o CIO, que espera, em 2017, integrar a área de tecnologia da recém-adquirida Seven Boys à infraestrutura da Wickbold.