Watson é a arma secreta da IBM na guerra da computação na nuvem

Por Redação | 23.10.2015 às 12:45
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Nesta semana, a IBM apresentou receita menor do que a esperada pelo quinto semestre consecutivo. A sequência negativa manteve os analistas de Wall Street cautelosos, mas a empresa insiste que existe um setor que merece atenção: seu negócio de computação na nuvem, que ela afirma ter crescido 65% no último trimestre em relação ao mesmo período de 2014.

Enquanto isso, empresas como a Amazon, Microsoft e Google têm apresentado um crescimento dos seus próprios negócios na nuvem, de maneira lenta, mas agressiva. O Amazon Web Services por si só já é capaz de gerar US$ 7 bilhões.

Apesar do cenário parecer desfavorável para a IBM, que com 104 anos de existência atravessa uma situação delicada, Robert LeBlanc, vice-presidente sênior dos serviços de nuvem da empresa, acredita que eles possuem uma arma secreta nesta guerra: o supercomputador Watson.

Para o executivo, o mercado mudou e o serviço relacionado à nuvem deixou de ser apenas o fornecimento de infraestrutura de TI e passou a integrar outros fatores. A IBM agora está apostando alto na chamada nuvem híbrida, que é onde a empresa permite que os clientes misturem e combinem sua própria infraestrutura de data center. No entanto, a Microsoft também já está correndo nesta raia, e é aí que o Watson se torna uma arma tão poderosa.

O supercomputador oferece à IBM uma espécie de vanguarda na nuvem, algo que a companhia chama de "computação cognitiva". Ao deixar que desenvolvedores utilizem o Watson, a IBM pode oferecer a seus clientes um local para criar aplicativos mais inteligentes que usem as famosas capacidades de compreensão e processamento de fala humana natural da sua super máquina.

Atualmente, o Watson é capaz de compreender, interpretar e responder a perguntas de maneiras realmente lógicas e úteis, explica LeBlanc. E todos os seus 28 módulos principais estão abertos para desenvolvedores. "Nós estamos tornando o acesso mais fácil", completou o executivo.

Watson

Como funciona?

Na informática, existem dois tipos de dados: dados estruturados, aquele tipo de dados que é facilmente organizado e que você pode encontrar na sua planilha do Excel, e os dados não estruturados, que é algo mais difícil de organizar, incluindo vídeo, áudio, conteúdo de e-mails, e assim por diante.

Dados não estruturados são um problema para os computadores, uma vez que eles não têm o mesmo discernimento dos seres humanos para entender o contexto de um e-mail, por exemplo.

Atualmente, mais de 85% de todos os dados com que a IBM lida são desestruturados, mas o Watson está ficando cada vez melhor em adivinhar o significado dos nossos e-mails, perguntas e vídeos. Uma vez que o conteúdo está hospedado na nuvem da IBM, as empresas não precisam ter o seu próprio computador local para tirar proveito das vantagens desta tecnologia.

Via Business Insider