Vendas online colocam redes de logística sob pressão

Por Redação | 22 de Agosto de 2016 às 19h43
photo_camera FedEx

Crises econômicas à parte, as vendas na internet estão obrigando as redes de logística a se adaptarem a um processo mais complexo em suas entregas. De acordo com a Associação Brasileira do Comércio Eletrônico (ABComm), o prazo médio de entregas subiu 35% entre 2013 e 2015 no Brasil e a política de frete grátis caiu de 56% para 42%, segundo levantamento do Ebit/Buscapé.

As lojas virtuais responsabilizam os Correios por esses resultados. A estatal está passando por um momento de crise e no ano passado teve prejuízo de R$ 2,1 bilhões. "A qualidade do serviço tem piorado muito nos últimos anos. Os Correios não acompanharam o crescimento do setor", afirmou o presidente da ABComm, Maurício Salvador. O presidente interino em exercício, Michel Temer, estuda dividir a gestão dos Correios com a iniciativa privada, dando foco especial na área logística.

Transportadoras estrangeiras veem a queda na participação dos Correios no mercado – de 93% em 2013 para 87,5% em 2015 – como uma chance de investir no segmento um pouco mais no país. Esta queda também incentiva a criação de novas transportadoras, o que pulveriza o mercado.

A Dafiti, por exemplo, conta com 20 transportadoras para suas entregas, diminuindo a dependência do uso dos Coreios. Segundo o sócio fundador da companhia, Thibaud Lecuyer, os Correios possuem um diamante nas mãos, que é sua abrangência, mas precisa lapidá-lo.

A famosa FedEx ampliou sua participação aqui no Brasil com a aquisição de uma de suas principais concorrentes, a TNT. Atuante em mais de 220 países, a empresa busca aumentar sua presença no comércio eletrônico doméstico e nacional, segundo afirma Juan Cento, presidente da divisão América Latina da FedEx Express.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o comércio eletrônico é a principal aposta global da empresa. A FedEx usa como termômetro o mercado americano, porque lá esse tipo de comércio é mais forte.

"Há oito anos, o recorde de entregas em um dia era de 10 milhões de pacotes. No ano passado, tivemos três dias que superaram os 25 milhões", disse Patric Fitzgerald, vice presidente de marketing e comunicação da FedEx.

Um dos principais centros de distribuição da empresa fica em Memphis, Estados Unidos, e lá o aeroporto fica quase fechado de madrugada exclusivamente para o envio de pacotes.

Fonte: Folha de S. Paulo