Vendas da GoPro despencam e empresa reduzirá seu portfólio pela metade em abril

Por Redação | 04 de Fevereiro de 2016 às 11h07
photo_camera Divulgação

O ano de 2015 não foi fácil para ninguém, até mesmo para gigantes do mundo da tecnologia. A GoPro é uma delas e anunciou nesta quarta-feira (3) que teve um prejuízo de US$ 31,5 milhões no último trimestre do ano passado.

A receita do quarto trimestre de 2015 ficou em US$ 437 milhões, abaixo da previsão anterior de analistas, que esperavam por pelo menos US$ 496 milhões. O valor também é 31% menor em comparação com o trimestre do ano anterior, quando a companhia chegou a US$ 634 milhões em sua receita. As ações da corporação caíram 10% no after-hours.

A GoPro também confirmou que seu atual CFO, Jack Lazar, será substituído em março por Brian McGee, veterano com mais de 30 anos de experiência em finanças e que deixou a Qualcomm em 2015 para ingressar na fabricante de câmeras de ação.

Nicholas Woodman, CEO da companhia, admitiu mais uma vez que as vendas com o negócio das câmeras esportivas têm caído ao longo dos últimos meses. Ele ainda disse que ele e sua empresa "reconhecem a necessidade de desenvolver soluções de software que tornem mais fácil o acesso e a edição de conteúdo criado nas câmeras GoPro". Aqui, o executivo se refere a um novo sistema para PCs que vai facilitar a manipulação de conteúdos produzidos por meio dos equipamentos.

"Nossa taxa de crescimento reduziu na segunda metade do ano passado. Ainda em 2016, vamos apresentar a GoPro mais conectada e conveniente que já fizemos", disse, se referindo ao lançamento da nova Hero 5. Também foi confirmado que a nova geração do drone Karma será lançada ainda neste ano.

Como parte do plano de reestruturação da empresa, Woodman também confirmou que, a partir de abril, a fabricante só contará com três câmeras em seu portfólio, sendo elas a Hero 4 Black, Hero 4 Silver e Hero 4 Session. O restante (Hero+ LCD, Hero+ e a Hero regular) terá sua produção interrompida.

No início de janeiro, a GoPro anunciou um corte de 7% em sua força de trabalho - atualmente com mais de 1.500 profissionais contratados - com o objetivo de "alinhar melhor os recursos necessários para as principais iniciativas de crescimento" tocadas atualmente pela companhia. A dispensa deve gerar uma economia de até US$ 10 milhões em despesas de restruturação já no primeiro trimestre de 2016

Fontes: TechCrunch, CNET, The Verge

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