Valor de mercado do Snapchat pode chegar a US$ 16 bilhões

Por Redação | 29 de Maio de 2015 às 16h30
photo_camera Divulgação

O Snapchat está declaradamente tentando levantar US$ 650 milhões em patrimônio líquido para elevar o valor de mercado da empresa para US$ 16 bilhões. O aplicativo conta atualmente com 100 milhões de usuários ativos por dia.

Em uma rodada de investimentos realizada em março, a empresa conseguiu um investimento de US$ 200 milhões do gigante chinês do comércio eletrônico, o Alibaba. Na ocasião, o negócio avaliou o aplicativo em US$ 15 bilhões, valorização considerável perante os US$ 10 bilhões da rodada de investimentos anterior. Até hoje, a startup já levantou um total de US$ 848 milhões em financiamento de capital de risco.

No início dessa semana, durante a conferência do Re/code, o CEO Evan Spiegel revelou que a empresa está considerando a possibilidade de abrir capital e se tornar pública. "Nós realmente precisamos de um IPO, temos planos para isso", afirmou o executivo.

Na semana passada, uma notícia de que o Snapchat estaria investindo em um aplicativo capaz de inserir o recurso de compras por meio do seu serviço despertou a curiosidade do mercado, uma vez que startups privadas de tecnologia não costumam investir em outras startups. Porém, se o rumor for verdade, o investimento permitiria ao Snapchat explorar o comércio social por meio do seu app.

Isso abriria as portas para o Snapchat fazer parcerias com marcas de uma maneira semelhante como faz atualmente com o seu recurso Discover. Mas, em vez de assistir a clipes de notícias do National Geographic, por exemplo, o usuário navegaria entre produtos dos varejistas selecionados.

O Snapchat surgiu em 2011, fruto da ideia de estudantes da Universidade de Stanford, e desde então tem crescido consideravelmente e tomado sua posição no mercado. Evan Spiegel chegou a recusar uma oferta de US$ 3 bilhões feita pelo Facebook em 2013 para a compra da startup, e então passou a arrecadar fundos de investidores.

Atualmente, a empresa figura entre as startups mais valiosas do mundo apoiadas por fundos de capital de risco, atrás apenas do Uber, avaliado em US$ 40 bilhões (cerca de R$ 113 bilhões), e da Xiaomi, avaliada em US$ 45 bilhões (cerca de R$ 127 bilhões).

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