Uber pode estar próximo de abrir ações na Bolsa

Por Redação | 23 de Junho de 2015 às 18h19

Quase na mesma medida em que acumula polêmicas, o Uber faz crescer seu valor de mercado. A aparentemente inevitável abertura de capital da empresa parece mais próxima agora, com a notícia de que o serviço recebeu uma nova rodada de investimentos de uma empresa japonesa, elevando ainda mais seu valor em troca de descontos na conversão das cotas em ações.

As informações não foram confirmadas oficialmente pela companhia, e ainda são nebulosas. Mas de acordo com os rumores que surgiram na imprensa internacional nesta terça-feira (23), o Uber teria feito um acordo com a Hillhouse Capital Group para um novo aporte de dinheiro de, pelo menos, algumas centenas de milhões de dólares. O valor, porém, poderia chegar até US$ 1 bilhão.

Em troca, o grupo de investimentos passaria a ter controle de uma parcela minoritária do Uber e poderia, no futuro próximo, trocar esse total por ações com desconto. A ideia é simples: se a Hillhouse possui US$ 1 bilhão investido na empresa, faria a conversão desse total em cotas que valeriam mais do que isso, recebendo dividendos com a abertura de capital que, esperam os analistas, promete movimentar muito dinheiro.

É um negócio semelhante ao que o Uber já fez com a Goldman Sachs, outra empresa de investimentos que colocou US$ 1,6 bilhão no serviço de transportes em troca de ações futuras. Apesar disso, a plataforma ainda não comenta muito sobre a possibilidade de uma abertura de capital e nem mesmo tem um CFO que possa liderar esse movimento. Mas, também, parece óbvio que isso tudo está cada vez mais perto de acontecer.

Mais do que isso, fontes ligadas à transação entre o Uber e a Hillhouse afirmam que uma das cláusulas do investimento prevê que o desconto nas ações aumenta com o passar do tempo em que a empresa permanece sem IPO. Ou seja, temos aqui um incentivo para que a companhia abra suas ações o mais rápido possível, de forma a não ter papeis demais na mão de um único acionista.

A entrada de mais um parceiro chinês, também, mais do que comprova o foco cada vez maior do Uber no território, onde o serviço ainda sofre com problemas regulatórios e proibições. Uma parceria com o Baidu, por exemplo, deve incluir os serviços de conexão entre usuários e passageiros aos sistemas de mapas da companhia.

Com presença já consolidada nos Estados Unidos e diversos países da Europa, parece óbvio que a próxima parada do Uber seria mesmo o território chinês. E, com tanto investimento, parece que a operação por lá é realmente tão importante quanto os serviços já em funcionamento no restante do mundo.

Oficialmente, porém, nem o Uber nem a Hillhouse comentaram sobre o assunto. Analistas apontaram, também, os investimentos da parceira em uma das maiores companhias de táxi da China, ou seja, uma das principais concorrentes da plataforma de transportes por lá. Outros, porém, levantaram a hipótese de que o aporte é feito nos serviços globais da plataforma, e não necessariamente em sua operação no país asiático – apesar de que o dinheiro, provavelmente, será mesmo utilizado por lá.

Fonte: The Wall Street Journal

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.