Uber perde passageiros pela primeira vez na história

Por Redação | 24 de Outubro de 2017 às 10h25
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A Uber pode estar experimentando números negativos pela primeira vez em sua história. De acordo com a Certify, uma empresa de softwares de gerenciamento de passagens aéreas, cartões de créditos e gastos com viagens, o market share do aplicativo apresentou queda pela primeira vez desde sua fundação, com perda de 1% do mercado de transportes no terceiro trimestre de 2017.

Ela ainda é a maior nesse segmento, com 54% de todas as corridas realizadas por apps. Entretanto, entre abril e junho deste ano, esse número era de 55%. A maior redução teria acontecido na cidade-natal da Uber, São Francisco, onde o declínio foi de 8%. Como o negócio está longe de estabelecido e ainda tem muita margem para crescer, na visão da Certify, as polêmicas recentes, que se acumulam desde o ano passado, seriam as responsáveis pelas quedas.

E elas não são poucas. Denúncias de abuso sexual e manipulação irregular de registros médicos de vítimas de estupro em veículos da empresa, acusações de assédio em seus escritórios e uma falta de apoio aos problemas de passageiros e motoristas levaram, entre outras medidas, à saída do fundador e CEO da empresa, Travis Kalanick. Com um novo presidente, Dara Khosrowshahi, a empresa vem tentando se reorganizar para evitar, justamente, resultados desse tipo.

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A queda no market share da Uber não significa, entretanto, que as pessoas estão deixando de usar serviços desse tipo. Pelo contrário, a notícia é boa para a Lyft, que no mesmo período obteve um aumento de 3% no market share de transportes. A empresa subiu de 8% para 11%, assumindo a parcela de 1% perdida, pela rival e também outros 2% de serviços convencionais de táxi e aluguel de carro.

Os números, entretanto, revelam apenas parte da história. Os dados da Certify estão relacionados, principalmente, a contas empresariais, gerenciadas a partir dos aplicativos da empresa. Sendo assim, estamos falando, aqui, de executivos e usuários corporativos, que nem de longe representam a maioria das corridas realizadas pela Uber e outros serviços.

Entretanto, a companhia lembra que, mesmo nessa parcela do mercado, tudo o que se via era crescimento, algo que muda, agora, pela primeira vez. De acordo com ela, são 10 milhões de usuários globais em sua plataforma, suficiente para traçar um panorama abrangente do estado do mercado.

A Uber, entretanto, não se pronunciou sobre as conclusões da empresa. Como é uma empresa de capital fechado, há maior controle, aqui, quanto à divulgação de números. Na última vez que falou abertamente sobre o assunto, em outubro do ano passado, a empresa disse já contar com 40 milhões de passageiros em todo o mundo, que gastam, em média, US$ 50 por mês em corridas.

Fonte: CNET

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