Uber, Lyft e outros serviços do segmento devem dobrar faturamento até 2020

Por Redação | 06.04.2016 às 14:37
photo_camera Moritz Lips

Por mais que legislações, protestos e revoltas tentem barrar esse crescimento, a economia colaborativa parece ser o futuro do mercado de transportes. Pelo menos, é isso o que afirma uma pesquisa divulgada pela Juniper Research, que prevê que o faturamento de plataformas como Uber, Lyft e outros serviços do tipo deve dobrar daqui até 2020, chegando a US$ 6,5 bilhões em todo o mundo.

Em 2015, de acordo com os dados da autora do estudo, o faturamento total da economia colaborativa de transportes foi de US$ 3,3 bilhões em todo o mundo. A multiplicação desse total é um reflexo não apenas da consolidação desse tipo de plataforma nas cidades em que elas já operam e da expectativa daquelas que ainda estão por vir, mas também de estratégias agressivas de crescimento. O Uber, por exemplo, diz gastar cerca de US$ 1 bilhão ao ano em suas operações apenas na China, um dos mercados em que mais está de olho no momento, e é por lá que pode estar boa parte dos lucros que moverão toda essa indústria pelos próximos anos.

Além disso, a Juniper Research vê a chegada do conceito de economia colaborativa a mercados associados ao de transporte como outro fator de crescimento. É o caso, por exemplo, da indústria, com montadoras criando parcerias com serviços para dar vantagens aos motoristas na compra de carros, o que acaba aumentando não apenas as vendas de veículos mas também a presença de trabalhadores nas plataformas. O mesmo vale para o mercado mobile ou de seguros.

E tudo isso, segundo o estudo, sem que as taxas cobradas dos motoristas aumentem. Atualmente, a média é que eles paguem cerca de 20% de suas corridas para os serviços, e esse percentual deve se manter ao longo dos próximos anos. As operadoras de aplicativos estariam mais interessadas no aumento das margens por meio de expansão agressiva e esse fator, aliado aos diversos protestos de trabalhadores dos serviços, deve tornar menos atrativa a ideia de aumentar as cobranças.

Por fim, a Juniper Research leva em conta ainda a expansão das empresas do setor para outros segmentos. O Uber, por exemplo, lançou recentemente o UberMOTO na Índia, que como o nome já diz, é um serviço de mototáxi, a alternativa preferida dos cidadãos do país devido ao trânsito insano de suas grandes cidades. Outras opções, como as que fazem entregas de comidas e objetos, por exemplo, também entram como fatores importantes para alavancar o faturamento.

Fonte: Juniper Research