Uber lança sistema de “aluguel” de veículos para seus motoristas

Por Redação | 31 de Julho de 2015 às 09h09

O Uber anunciou nesta semana que está lançando seu próprio sistema de leasing de veículos, voltado exclusivamente para os motoristas do serviço. O projeto ainda está em fase piloto, mas tem como principal objetivo aumentar a frota da plataforma, facilitando a vida de quem está interessado em dirigir para o serviço e precisa obter um carro para esse fim, seja ele novo ou usado.

Parcerias com bancos e instituições financeiras não são novidade para o Uber e, desde 2013, a empresa já conta com sistemas de descontos, financiamento ou pagamento facilitado. Essa, porém, é a primeira vez que a companhia se aventura “sozinha” nesse segmento, por meio de uma subsidiária. Ainda assim, ela continua contando com o apoio de organizações do ramo e mantém as vantagens em outros serviços.

Apesar de ter anunciado o programa, o Uber revelou poucos detalhes financeiros sobre como tudo vai funcionar. Mas a ideia, de acordo com o diretor de soluções veiculares, Andrew Chapin, é dar mais flexibilidade e opções para os motoristas, tanto os que já fazem parte da plataforma quanto aqueles que estão pensando em começar a trabalhar com elas.

O leasing pode ser encarado mais ou menos como uma locação ou arrendamento. No sistema, a empresa adquire um veículo com as exigências necessárias para operar pelo Uber e o aluga para os motoristas por um custo mais baixo que, por exemplo, o de financiamentos ou outras soluções. Tudo funciona por meio de um contrato, que pode ser renovado ou, então, encerrado com a devolução do carro.

Não se sabe, porém, se opções comuns em sistemas de leasing também estarão disponíveis na plataforma do Uber, como a possibilidade de compra do veículo pelo motorista por meio de valores acordados previamente, ou a troca dos carros já utilizados por modelos mais novos.

O sistema do próprio Uber vem também para dar um fôlego mais do que necessário nesse tipo de serviço. Desde que começou suas parcerias com bancos, a expectativa era de que 100 mil motoristas ao redor do mundo pudessem usufruir das vantagens especiais, mas de acordo com os números mais recentes, cerca de 20 mil aproveitaram disso. Muitos dos que estão no aplicativo, por sinal, desconhecem a existência de programas desse tipo.

Aparentemente, o recente fim de uma das principais parcerias do Uber, com o banco Santander, também foi primordial para que a empresa decidisse se lançar sozinha nesse mercado. No começo deste ano, as companhias anunciaram que deixariam de trabalhar juntas no campo do leasing, uma mudança que deu uma bela quebrada na amplitude do negócio.

A ideia, agora, é crescer e com isso a companhia acaba atraindo a atenção de agências regulatórias. O Bureau de Proteção Financeira do Consumidor, órgão que faz parte do governo dos Estados Unidos, já anunciou que fechará o cerco sobre empresas que praticam leasing sem serem bancos e apresentam um grande volume de transações por ano – exatamente o caso em que o Uber deve se encaixar bem em breve. A ideia é garantir que os preços aplicados sejam competitivos e que todas as taxas sejam coletadas de forma correta.

A própria companhia de transportes também deve alterar o funcionamento do sistema ao longo do tempo. No começo, a operação será tocada a partir de uma subsidiária do Uber, mas, com o tempo, a plataforma deseja sair dessa intermediação e não participar dos contratos e negociações de leasing entre o motorista e a instituição escolhida para isso.

Fontes: Reuters, Business Insider