Uber e Lyft são acusados de pagar motoristas para protestarem a seu favor

Por Felipe Demartini | 16 de Julho de 2019 às 14h35
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A Uber e a Lyft estão sendo acusadas de pagar motoristas para que protestassem a seu favor. E-mails obtidos pela imprensa americana mostram promessas de US$ 25 a US$ 100 para que os colaboradores comparecessem na última terça-feira (9) em uma manifestação em frente ao Capitólio, em Washington, para se posicionarem em favor de mudanças nas leis que estipulam vínculo empregatício para a categoria.

De acordo com as informações do jornal Los Angeles Times, que publicou as comunicações, os motoristas teriam recebido valores diferentes de acordo com a distância trafegada até o local dos protestos, como compensação pelo tempo e custos de estacionamento, além das horas que deixaram de trabalhar. Além de dinheiro, no caso da Uber, os condutores também teriam recebido um voucher de US$ 15 do Eats, para cobertura de gastos com alimentação durante a manifestação.

A iniciativa teria sido realizada pela I’m Independent Coalition, uma organização que faz parte da Câmara de Comércio do estado da Califórnia e trabalhou ao lado das duas empresas de transporte para realização dos protestos. A mensagem vem em tom de sucesso, afirmando que a voz dos motoristas presentes se fez ouvir e terá impacto na legislação, garantindo a manutenção da “flexibilidade e controle” sobre o trabalho de cada um.

Cerca de 500 pessoas teriam participado da manifestação, mas não se sabe ao certo a parcela de motoristas pagos neste total. Entretanto, a iniciativa é citada pela imprensa americana como uma forma de unificar a força de trabalho em torno de uma única causa, uma vez que os colaboradores podem estar filiados a diferentes sindicatos, com reivindicações variadas, ou simplesmente não ligados a nenhum deles.

As empresas não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto. Enquanto isso, o Los Angeles Times aponta que esta seria a segunda vez que a Uber realiza uma manobra desse tipo. Em junho, após um protesto contra a implantação de vínculos empregatícios para os motoristas, colaboradores teriam sido incentivados a assinarem uma petição sobre o assunto, sem que informações claras sobre ao que estavam aderindo tivessem sido passadas a eles.

Fonte: Los Angeles Times

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