Uber é acusado de roubar tecnologia de carro autônomo do Google

Por Redação | 23.02.2017 às 22:42

A Waymo, companhia da Alphabet responsável por continuar o projeto de carro autônomo do Google, entrou hoje (23) com uma ação contra a Uber, alegando que a companhia de caronas pagas foi calculista o bastante para roubar a tecnologia utilizada no carro do gigante.

O processo foi aberto em um tribunal de San Francisco e contém alegações ferrenhas a respeito de um ex-funcionário da Waymo, Anthony Levandowski, que teria planejado roubar a tecnologia e segredos comerciais sobre o carro autônomo antes de deixar a empresa para investir em seu próprio negócio de caminhões que se dirigem sozinhos, uma startup chamada Otto. A Uber comprou a tal Otto em agosto de 2016, por US$ 680 milhões.

O motivo de todo o alvoroço é o sistema LiDAR que gere o carro da Waymo. Ele funciona como os "olhos" do carro autônomo, já que é usado para que ele possa "enxergar" outros veículos e obstáculos, como pedestres, nas ruas. A Waymo diz que levou sete anos e investiu muito dinheiro para conseguir desenvolver o LiDAR, e alega que a Uber só conseguiu refinar sua tecnologia e iniciar no mercado de carros autônomos porque "roubou" o software.

Um porta-voz da Uber, diante das acusações sobre roubo de propriedade intelectual, se pronunciou: "Levamos as alegações feitas contra os funcionários da Uber e da Otto a sério e vamos rever a questão cuidadosamente".

Levandowski baixou 9,7 GB de dados "sensíveis, secretos e valiosos" dos servidores internos antes de deixar a empresa, afirma a Waymo. Dentre as informações estão design do software e especificações das placas de circuito impresso do LiDAR. Ele tentou apagar todos os vestígios depois que formatou seu laptop, afirma o processo.

Além disso, a ação alega que Levandowski se reuniu com executivos da Uber em janeiro de 2016, enquanto ainda trabalhava para a Waymo, e um dia depois que inaugurou a Otto. Outros ex-funcionários que saíram da Waymo para entrar na Otto também baixaram arquivos confidenciais da companhia em seus computadores, alega a empresa da Alphabet.

Fonte: Bloomberg