Twitter e Facebook se unem à Apple em caso de encriptação contra o FBI

Por Redação | 19 de Fevereiro de 2016 às 10h07

O Facebook e o Twitter se juntaram ao crescente número de empresas de tecnologia que defendem a decisão da Apple de lutar contra uma ordem judicial que obriga a Maçã a ajudar o FBI na quebra da criptografia do iPhone de um dos atiradores do Massacre de San Bernardino.

Definitivamente, a Apple não está sozinha neste caso, uma vez que Sundar Pichai, CEO do Google, e Jan Koum, CEO do WhatsApp, já declaram seu apoio à decisão de Tim Cook. "Não podemos permitir que este precedente perigoso seja definido. Hoje a nossa liberdade está em jogo", disse Koum em uma publicação no Facebook.

A ordem judicial pede que a Apple crie um software capaz de desligar a função de destruir dados por completo em iPhones, facilitando a vida da Agência Federal de Investigação (FBI) na hora de quebrar a senha que protege o gadget a fim de descriptografar os dados ali armazenados.

"Vamos continuar lutando de forma agressiva contra imposições para que as empresas enfraqueçam a segurança de seus sistemas. Essas demandas criariam um precedente e obstruiriam os esforços das empresas para proteger seus produtos", disse o Facebook em seu comunicado oficial. "Condenamos o terrorismo e as vítimas do terror têm nosso total apoio e solidariedade. Aqueles que buscam louvar, promover ou planejar atos terroristas não têm lugar nos nossos serviços".

Já o CEO do Twitter, Jack Dorsey, tuitou dizendo que está do lado do CEO da Apple, Tim Cook. A Microsoft foi um pouco mais discreta ao manifestar o seu apoio, compartilhando uma carta da Reforma da Vigilância do Governo (da sigla em inglês, RGS), da qual a empresa de Redmond é membro fundadora. Nela, a companhia diz que as empresas de tecnologia não devem ser obrigadas a criar um backdoor para as tecnologias que mantêm as informações de seus usuários seguras.

A decisão da Apple de lutar contra a ordem judicial dividiu Washington e o Vale do Silício. De um lado, um grupo formado principalmente por executivos de tecnologia enxerga o pedido como uma violação fundamental da privacidade dos consumidores. Do outro, legisladores consideram a recusa da empresa como um obstáculo sério na luta contra o terrorismo.

Fato é que a Apple pode chegar até a Suprema Corte para recorrer, mas atualmente esta já é uma das lutas mais importantes no debate sobre a criptografia.

Via The Verge