Tráfego global de dados móveis crescerá 7 vezes até 2021

Por Redação | 07 de Fevereiro de 2017 às 16h13

O alto crescimento do número de smartphones, assim como, usuários móveis, tráfego de vídeo, a velocidade da rede 4G e a Internet das Coisas (IoT) devem elevar o volume do tráfego de dados móveis em sete vezes nos próximos cinco anos. Esta é a conclusão da última edição do Cisco Visual Networking Index (VNI) Global Mobile Data Traffic Forecast, que apresenta as projeções de crescimento mundial do tráfego móvel.

Segundo o estudo, até 2021, a população global terá mais telefones celulares (5,5 bilhões) do que contas bancárias (5,4 bilhões), água canalizada (5,3 bilhões) e telefones fixos (2,9 bilhões).

Até 2021, a Cisco projeta que o tráfego de dados móveis atingirá os seguintes marcos:

- O tráfego de dados móveis vai representar 20% do tráfego IP total — em relação a apenas 8% do tráfego IP total em 2016;

- 1,5 dispositivo móvel per capita. Quase 12 bilhões de dispositivos móveis conectados (em relação a 8 bilhões e 1,1 per capita em 2016), incluindo módulos M2M;

- A velocidade de conexão nas redes móveis triplicará de 6,8 Mbps em 2016 para 20,4 Mbps até 2021;

- Conexões máquina-a-máquina (M2M) vão representar 29% (3,3 bilhões) do total de conexões móveis — acima do patamar de 5% (780 milhões) em 2016. M2M será o tipo de conexão móvel com crescimento mais rápido, já que aplicações de Internet das Coisas (IoT) ainda continuam ganhando força em ambientes empresariais e de consumo;

- 4G suportará 58% do total de conexões móveis até 2021 — acima do nível de 26% em 2016, e será responsável por 79% do tráfego total de dados móveis;

- O número total de smartphones (incluindo phablets) será mais de 50% dos dispositivos e conexões globais (6,2 bilhões) — acima de 3,6 bilhões em 2016;

No Brasil, o tráfego de dados móveis terá um crescimento duas vezes mais rápido que o tráfego IP entre 2016 e 2021; e 77% das conexões móveis no País serão conexões "inteligentes" até 2021, em relação a 52% em 2016.

A explosão do volume de aplicações móveis e a adoção de conectividade móvel pelos usuários finais estão impulsionando o crescimento do 4G, que logo será seguido pelo crescimento do 5G. A previsão da Cisco e de outros especialistas da indústria é de implantações em larga escala de infraestruturas de 5G com início até 2020.

“As operadoras de telefonia móvel precisarão contar com recursos inovadores para proporcionar alta velocidade, baixa latência e provisionamento dinâmico que se esperam das redes 5G para acompanhar as novas tendências de serviços móveis com crescentes demandas dos assinantes e de aplicações de IoT”, explica Hugo Baeta, diretor do segmento de operadoras da Cisco Brasil.

Segundo a empresa, as redes 5G serão responsáveis por 1,5% do tráfego total de dados móveis até 2021 e gerarão 4,7 vezes mais tráfego do que a conexão média 4G e 10,7 vezes mais tráfego do que a conexão média 3G.

Outras tendências e projeções para tráfego de dados móveis

1. Crescimento do tráfego de dados móveis global

Até 2021, o tráfego global de dados móveis atingirá 49 exabytes por mês ou 587 exabytes anualmente. A taxa anual prevista de 587 exabytes de tráfego de dados móveis para 2021 é equivalente a 122 vezes mais do que todo o tráfego móvel global gerado apenas 10 anos antes, em 2011 - ou 131 trilhões de imagens.

2. Alto crescimento do vídeo móvel ao vivo

O vídeo móvel vai crescer 8,7 vezes entre 2016 e 2021 e terá a maior taxa de crescimento entre quaisquer categorias de aplicação móvel. Representará 78% de todo o tráfego móvel até 2021 e vídeos mobile ao vivo terão um crescimento de 39 vezes entre 2016 e 2021, representando 5% do tráfego total de vídeo móvel até 2021. No Brasil, o tráfego de vídeo móvel crescerá 6,8 vezes entre 2016 e 2021, uma taxa de crescimento anual de 47%.

3. Crescimento em Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA)

Segundo a multinacional, as aplicações de realidade virtual estão se somando à adoção de wearables, tais como headsets. O volume de headsets de RV vai crescer de 18 milhões em 2016 para aproximadamente 100 milhões até 2021 — um crescimento de quase cinco vezes. Globalmente, o tráfego de RV vai crescer 11 vezes, de 13,3 petabytes/mês em 2016 para 140 petabytes/mês em 2021.
Globalmente, o tráfego de RA vai crescer sete vezes entre 2016 e 2021, de 3 petabytes/mês em 2016 para 21 petabytes/mês em 2021.

4. Dispositivos wearable conectados no mundo impulsionam o crescimento M2M

Quanto às comunicações máquina a máquina (M2M), o estudo aponta que, no futuro, haverá 929 milhões de dispositivos wearable no mundo, um crescimento de quase três vezes em relação ao total de 325 milhões em 2016. Globalmente, o número de dispositivos wearable com conexões de celulares incorporadas chegará a 69 milhões até 2021 — acima do patamar de 11 milhões em 2016.

No Brasil, o número de dispositivos werable será de 15 milhões até 2021 – em 2016 eram 5 milhões. E o tráfego M2M no País crescerá 11 vezes entre 2016 e 2021, uma taxa de crescimento anual de 63%.

5. Tráfego de dados móveis transferido para redes Wi-Fi

Em 2016, 60% do tráfego total de dados móveis foi transportado via Wi-Fi; até 2021, a parcela será de 63% globalmente e 68% no Brasil. No ano passado, o tráfego transferido mensalmente (10,7 exabytes) excedeu o tráfego mensal móvel/celular (7,2 EB).

Globalmente, o total de hotspots Wi-Fi públicos (incluindo homespots) crescerá seis vezes entre 2016 (94 milhões) e 2021 (541,6 milhões). O tráfego Wi-Fi de dispositivos móveis e apenas de dispositivos Wi-Fi, juntos, vai representar quase metade (49%) do total do tráfego IP até 2020, um crescimento em relação ao patamar de 42% em 2015.

Em relação ao consumo nas regiões, o Oriente Médio e África terão crescimento de 12 vezes (de 7,3 exabytes/ano em 2016 para 88,4 exabytes/ano em 2021); já Ásia-Pacífico terá crescimento de sete vezes (de 37,3 exabytes/ano em 2016 para 274.2 exabytes/ano em 2021.

Europa Central e Oriental terão crescimento de seis vezes (11,1 exabytes/ano em 2021 para 63.0 exabytes/ano em 2021). Europa Ocidental terá crescimento de seis vezes (8.8 exabytes/ano em 2016 para 50.3 exabytes/ano em 2021).

Por sua vez, a América Latina terá crescimento de seis vezes (5,4 exabytes/ano em 2016 para 34.8 exabytes/ano em 2021, sendo que no Brasil, o tráfego de dados móveis crescerá cinco vezes (1,8 Exabytes em 2016 para 9,4 exabytes em 2021). Por fim, a América do Norte terá crescimento de cinco vezes (16.9 exabytes/ano em 2016 para 76.8 exabytes/ano em 2021).

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