Tinder adquire startup Humin e planeja ir além no mercado da paquera

Por Redação | 29 de Março de 2016 às 17h00

O aplicativo de relacionamentos Tinder adquiriu a startup Humin, de São Francisco, nos Estados Unidos. A Humin é conhecida pela criação de um aplicativo de mesmo nome que organiza os números de telefone no seu celular de acordo com a sua proximidade com os contatos e a maneira que você os conheceu.

De acordo com informações do portal Techcrunch, a compra foi feita por interesse do Tinder em contratar os talentos que trabalhavam na equipe do Humin, mas nada indica que o app de relacionamentos esteja realmente interessado na tecnologia em si.

O Tinder diz que está adquirindo a tecnologia do Humin e seu IP, enquanto que os fundadores e "muitos membros" do Humin, segundo a empresa, serão absorvidos à equipe do Tinder e deverão ser fixos em um escritório da companhia em São Francisco.

Os cofundadores do Humin, Ankur Jain e David Wyler entram no time do Tinder como vice-presidente de produtos e vice-presidente de parcerias, respectivamente. Especialistas entendem que a experiência de gerenciamento de contatos do Humin será usada no Tinder para fazer com que o app amplie suas características de "conhecer pessoas na vida real".

Entende-se que o Tinder não quer mais ser conhecido apenas como um simples aplicativo de paquera. Para mudar esse status, as características do Humin, que salva contatos baseados em como, quando e onde você conheceu alguém, podem ajudar o Tinder a mudar de cara.

De acordo com Jain, ele conheceu o CEO do Tinder, Sean Rad, no evento F.ounder, em Dublin, na Irlanda, e entendeu que "era muito claro que ambos estávamos lutando pela mesma coisa", em outras palavras, conectar pessoas no mundo real. Entretanto, várias fontes afirmam que o Humin estava tendo dificuldades de levantar capital devido à falta de espaço no mercado de apps para gerenciamento de contatos.

A startup também estava aberta a receber ofertas de compra desde dezembro, e neste processo perdeu profissionais importantes, como Arielle Zuckerberg, irmã mais nova de Mark Zuckerberg. Agora ela está trabalhando para Kleiner Perkins.

O próprio Tinder estava tendo dificuldades em contratar profissionais mais experientes, além de que também precisava de um escritório em São Francisco. Ou seja, a compra veio em boa hora para ambos os lados.

Via Techcrunch

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