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Tim Cook recusa convite para discutir assuntos fiscais da Apple na Irlanda

Por Redação | 05 de Janeiro de 2017 às 15h42
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Depois de realizar algumas manobras para tentar se livrar do pagamento bilionário de impostos atrasados na Europa, a Apple agora foi chamada pelo Comitê de Finanças da Irlanda para falar sobre a situação fiscal da empresa na União Europeia (UE). No entanto, o CEO Tim Cook recusou o convite.

"Dada a natureza sensível da investigação e o timing, fomos aconselhados a não realizar quaisquer outras atividades diretas, o que poderia potencialmente prejudicar os resultados futuros. É baseado nisso que não poderemos comparecer perante o Comitê nesta ocasião", explicou Cook por meio de uma carta.

Embora os convites do Comitê não sejam exijam comparecimento obrigatório, Pearse Doherty, o porta-voz de finanças do partido irlandês Sinn Féin, usou o Twitter para manifestar a sua insatisfação com a negativa de Cook.

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"Desapontado e irritado com a decisão de Tim Cook de não participar da Comissão. A decisão da UE referente aos auxílios estatais criou um enorme debate neste país sobre os nossos assuntos fiscais e é justo que o Comitê de Finanças realize audições sobre essa questão", escreveu. "O Sr. Cook compareceu nas audiências do Senado dos Estados Unidos e foram os seus comentários que provocaram grande parte da discussão e, possivelmente, da ação da UE neste caso. Ele se recusar agora a participar do Comitê é desrespeitoso para o povo irlandês", completou.

O curioso é que a Irlanda tem tentado ajudar a Apple a escapar do pagamento dos 13 bilhões de euro – o equivalente a R$ 46 bilhões – exigidos pela Comissão Europeia. Isso porque é interessante para o país manter a empresa gerando empregos e investindo na região.

A Irlanda mantém uma política fiscal diferenciada de outros lugares da Europa a fim de atrair as sedes de gigantes norte-americanas do mercado da tecnologia. Cobrando menos impostos que o restante do continente, o país tem em seu território empresas como Google, Facebook, Microsoft e Apple, preferindo abrir mão da tarifação em prol da geração de emprego, por exemplo. O problema é que a Comissão Europeia não gostou dessa história e considerou os subsídios oferecidos pelo país ilegais.

Via The Register

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