Telefónica vende operações na América Latina e fica somente no Brasil

Por Felipe Demartini | 28 de Novembro de 2019 às 13h06
Telefônica (Divulgação)

A Telefónica decidiu abrir mão de boa parte de suas operações na América Latina, permanecendo apenas no Brasil. A informação foi revelada nesta semana pelo presidente-executivo da operadora, José Maria Alvarez-Pallete, que anunciou a venda das unidades da companhia no Equador, Argentina, México, Chile e Peru. O movimento faz parte de uma reorganização pela qual a empresa se submete no momento.

De acordo com o executivo, a principal ideia por trás dos trabalhos é se distanciar dos negócios em língua espanhola na América Latina ao mesmo tempo em que foca mais nos principais mercados. Além do Brasil, são considerados como tal o Reino Unido, a Espanha e a Alemanha, que continuarão a receber atenção especial e operações da Telefónica.

Em nosso país, mais especificamente, a ideia é continuar fazendo frente à Claro e manter ativa a batalha pelo domínio do mercado de telecomunicações, que já acontece há décadas. A decisão de reduzir as operações na América Latina para focar apenas no Brasil foi tomada pelo conselho diretor da empresa, sediado em Madri, na Espanha, e faz parte do que Alvarez-Pallete chamou de um momento de reinvenção da companhia, cujos modelos tradicionais foram considerados como “esgotados”.

Essa reorganização tem como movimento principal a criação de um novo segmento chamado Telefónica Tech, que vai reunir os negócios da empresa nos campos da computação nas nuvens, segurança digital e Internet das Coisas. Ativo nos países em que a companhia manterá suas operações, essa sinergia vem com um objetivo muito bem definido: levantar € 2 bilhões em receita adicional até 2022.

O novo segmento vem com a missão de prestar serviços relacionados a dados e conectividade. Mais detalhes sobre o tipo de operação, porém, não foram dados. A Telefónica também pretende criar uma divisão para lidar diretamente com sua carteira de torres de comunicação, fornecendo serviços a outras operadoras e trabalhando em parcerias estratégicas para utilização de sua infraestrutura.

Por fim, e em uma informação que deve mexer com o mercado, também faz parte da estratégia de reorganização a possibilidade de fusões e aquisições. O diretor da telecom não deu mais detalhes sobre esse movimento nem o tipo de companhia na qual a Telefónica pode estar interessada, afirmando apenas que essa ideia faz parte dos planos de revisão estratégica do grupo.

As notícias fizeram bem para as ações da companhia, que fecharam o pregão desta quarta-feira (27) com alta de 4%. O movimento de alta tende a se repetir nesta quinta (28), com os papéis da Telefónica já sendo trabalhados com valorização de 1,5% nas negociações prévias à abertura da Bolsa..

Fonte: Convergência Digital

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