Tecnologia ajuda pessoas com Síndrome do Encarceramento a se comunicarem

Por Redação | 11.08.2015 às 10:35

Pacientes afetados pela Síndrome do Encarceramento (Locked In) ficam desligados do mundo exterior. Isso porque a doença danifica parte do tronco cerebral, deixando os indivíduos conscientes, mas incapazes de se comunicarem. Felizmente, a tecnologia pode ajudar essas pessoas a expressarem aquilo que desejam.

Uma doação da Fundação Moxie ajudará cientistas da computação da Universidade da Califórnia, em San Diego, que estão pesquisando e desenvolvendo uma tecnologia para ajudar pessoas com deficiência a se comunicarem com o mundo. Utilizando as mais avançadas tecnologias, o projeto visa ajudar pacientes que enfrentam uma série de desafios, entre eles a Síndrome do Encarceramento.

O financiamento irá apoiar equipes de estudantes de graduação e pós-graduação do Departamento de Ciência da Computação e Engenharia durante dois anos com o objetivo de prototipar tecnologias que vão ajudar as pessoas com deficiência a se comunicarem. Indivíduos com Síndrome do Encarceramento, que geralmente é resultado de um acidente vascular cerebral (AVC), são incapazes de se mover ou se comunicar verbalmente devido à paralisia de quase todos os músculos voluntários, exceto os olhos.

A equipe de pesquisa da Universidade da Califórnia está investigando maneiras de alavancar a tecnologia de rastreamento ocular para traduzir os movimentos dos olhos desses pacientes em diferentes funcionalidades que permitirão que eles se comuniquem e sejam mais independentes. Atualmente, a equipe está trabalhando em aplicativos capazes de aprimorar o discurso gerado por computadores, a comunicação em mídias sociais, livros para leitores especiais, novos instrumentos musicais e muito mais.

Rastreamento ocular

Estudantes de ciência da computação testam um protótipo da tecnologia com um indivíduo portador da Síndrome do Encarceramento (Imagem: Universidade da Califórnia)

"É muito difícil conseguir financiamento para um projeto como este, pois ele é muito experimental", explicou Nadir Weibel, uma das cientistas que fazem parte da equipe de pesquisa. "Mas a Fundação Moxie tem sido uma defensora do nosso trabalho desde o início. Graças ao investimento, seremos capazes de continuar nossa pesquisa e torná-la escalável. Ao mesmo tempo, estamos dando aos alunos a oportunidade de usar o que aprenderam em sala de aula para fazer a diferença no mundo real, e eles estão ansiosos para esse tipo de experiência", completou.

Fonte: Universidade da Califórnia