Taylor Swift revela por que criticou o Apple Music no lançamento

Por Redação | 05.08.2015 às 08:19
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Você deve se lembrar que, no final de junho, a Apple lançou seu serviço de streaming de músicas pela internet. Concorrente direto do Spotify, o Apple Music veio com uma proposta semelhante à do rival, mas com foco em promover os artistas. Só que a chegada do programa também foi marcada por uma polêmica encabeçada pela cantora pop Taylor Swift, que criticou a empresa por não pagar de forma justa as bandas e cantores inscritos na plataforma.

Agora, em entrevista à revista Vanity Fair, a norte-americana revelou alguns detalhes curiosos de como foi enfrentar a companhia da Maçã a favor dos outros artistas. De acordo com Swift, ela começou a escrever a carta aberta criticando a Apple às quatro da manhã e levou horas até decidir se publicaria ou não o texto em seu Tumblr. Ela também não sabia se a gigante de Cupertino mudaria suas políticas de royalties após saber da existência do tal desabafo.

Ainda segundo Swift, o que a motivou foi principalmente o depoimento de amigos próximos, que compartilharam com ela como a Apple tratava novos artistas no serviço. "Os contratos foram enviados a alguns de meus amigos, e um deles me mandou uma screenshoot de um desses contratos. Foi quando eu li '0% de compensação aos detentores de direitos'", disse. "Às vezes eu acordo no meio da noite para escrever uma música e não consigo ir dormir até terminá-la. Foi mais ou menos assim com a carta [no Tumblr]", declarou.

Na carta em questão, a artista pop criticava as ações da Maçã quanto ao pagamento de artistas. Acontece o seguinte: o Apple Music é um serviço pago por meio de uma assinatura mensal, mas oferece um período gratuito de testes que dura três meses para os usuários se habituarem ao software. Contudo, os artistas só recebiam sua parte nos lucros obtidos pelo serviço após esse período de gratuidade.

Foi justamente essa a afirmação de Taylor Swift em seu Tumblr, que definiu a atitude da Maçã como "chocante, decepcionante e completamente diferente da empresa historicamente progressista e generosa" que conhece. "Três meses é muito tempo para algo não-remunerado e é injusto pedir a alguém para trabalhar por nada. Nós não lhe pedimos iPhones de graça. Por favor, não nos peça para lhe fornecer nossas músicas sem nenhuma compensação", escreveu.

Dois dias antes de publicar a carta no Tumblr, Swift afirmou que não disponibilizaria seu álbum mais recente, 1989, no serviço da Apple - uma decisão bastante crítica, uma vez que o disco foi sucesso de vendas e não está acessível em outros programas de streaming de música, incluindo Spotify, Google Music e Tidal. Foi o bastante para que a companhia mudasse suas políticas em prol dos artistas, que receberiam os royalties devidos mesmo durante os três meses gratuitos para novos assinantes.

"Achei realmente irônico uma empresa multibilionária [como a Apple] ter reagido às críticas com humildade, enquanto que uma startup sem dinheiro em caixa reagiu às críticas como uma máquina corporativa", disse Swift. Essa startup citada pela cantora pop é o Spotify, do qual ela não é fã e removeu toda sua discografia no final do ano passado por não concordar com os valores repassados pela plataforma.

Outro detalhe revelado por Swift na entrevista à Vanity Fair é que, antes de divulgar a carta, ela pediu a opinião da própria mãe sobre o assunto. "Eu li [a carta] para minha mãe. Ela sempre será a primeira. Eu disse: 'Tenho muito medo desta carta, mas tinha que escrevê-la. Não poderia publicá-la, mas tinha que dizer isso'", afirmou.

Fonte: Vanity Fair