Tacira começa operações no Brasil e vê mercado de R$ 50 milhões em smart cities

Por Rafael Romer | 18 de Agosto de 2015 às 10h05

Apostando no crescimento da demanda por serviços para gestão urbana inteligente, a empresa de implementação e gerenciamento de soluções de smart cities Tacira está iniciando suas operações no mercado brasileiro.

A empresa surgiu a partir de um spin-off de uma companhia do setor de gestão e monitoramento de serviços de telecomunicações com o objetivo de criar uma organização capaz de focar somente na estratégia de ofertas para cidades inteligentes. Agora, a empresa passa a oferecer uma série de soluções de hardware, software e serviços de diferentes parceiros, todas integradas e alinhadas a uma única plataforma de gerenciamento da própria Tacira.

"Como a gente já tinha uma rede internacional de contatos, relacionamento e fornecedores com algumas líderes em soluções em serviços digitais, o que estamos montando é um ecossistema com essas empresas para fornecer diferentes tipos de soluções", explicou ao Canaltech o líder da operação da empresa, Washington Tavares. "O que a gente faz é integrar as soluções e colocá-las debaixo de uma plataforma única e provê-las de forma integrada, e não isolada, que é o que acontece normalmente".

Por enquanto, a companhia está focando suas ofertas em quatro verticais diferentes: saúde, segurança, educação e os chamados "smart places", que são ambientes conectados com alguma oferta extra de serviços inteligentes. A equipe é formada por 20 pessoas e fica dividida entre um escritório em São Paulo, além de um time dedicado a vendas em Londres, no Reino Unido.

Apesar dos apenas dois meses de existência como uma empresa separada da matriz, a companhia já arrecadou um investimento de R$ 10 milhões e tem planos ambiciosos para os próximos anos. A estimativa da empresa é atingir 10 milhões de cidadãos com suas soluções em um período de até dois anos, com a expectativa de realizar 10 projetos no valor de R$ 5 milhões cada durante o período - em uma receita total de R$ 50 milhões.

A aposta do grupo para chegar lá é a oferta de um pacote customizável de soluções ponta a ponta, que podem ser implementadas de acordo com as necessidades específicas de cada cidade. Além disso, todas as ofertas da empresa são integradas através de uma única plataforma, o que permite que os dados sejam cruzados para gerar informações mais precisas para o poder público ou iniciativas privadas.

Atualmente, a empresa já tem três projetos pilotos sendo conduzidos no país. O primeiro é um "smart place" no município paulista de Águas de São Pedro, um dos primeiros projetos de cidade inteligente do país que receberá um "Boulevard Gourmet".

O projeto instalará um Wi-Fi público em uma região turística próxima a restaurantes e espaços de entretenimento do centro da cidade, que terá hotsites com informações sobre a cidade, notificações sobre promoções e eventos, além de integração com redes sociais.

Outro Wi-Fi público baseado em totens na praça central de Itatiba (SP), outra cidade inteligente na região metropolitana de Campinas, também está em fase de implementação. Além da conectividade, a área terá elementos de gameficação que incentivarão o uso da rede para o recebimento de bonificações e promoções.

Já em funcionamento, o último piloto da companhia foi aplicado na cidade de Lavras (MG), onde um aplicativo voltado para o combate à dengue pode ser utilizado pela população para apontar locais suspeitos de serem foco da doença. Apelidado de CIVIS, o app permite que cidadão tirem fotos geolocalizadas de possíveis focos de dengue, que são encaminhadas para a prefeitura na forma de um "mapa de calor" das regiões mais críticas.

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