Sustentabilidade digital também é necessária nas empresas

Por Colaborador externo | 09 de Agosto de 2017 às 21h05

Por Renato Moreira*

Por definição, sustentabilidade significa “dar suporte a alguma condição, a algo ou a alguém em algum processo ou tarefa no presente sem que comprometa as gerações futuras de atenderem as suas próprias necessidades”. Esta é uma palavra que está muito na moda, tanto em relação ao meio ambiente quanto ao mundo dos negócios, em um momento que as empresas se esforçam para que suas atividades não impactem negativamente na questão ambiental. Este termo vai além do conceito de TI verde ou TI sustentável que, em um primeiro momento, focava apenas no ecossistema das operações de TI como descarte de equipamentos e resíduos, consumo de energia e até mesmo o custo ambiental da produção de mais e mais servidores.

Atualmente, a área de TI não é vista somente como uma área de apoio aos negócios; mas, sim, como um diferencial ou até mesmo uma conversão ou disruptura do modelo tradicional em um modelo digital, como os bancos e diversos outros serviços. Com este mesmo pensamento, a questão da sustentabilidade digital deve ser pensada já na concepção do escopo do negócio ou até mesmo na sua expansão, quando pensamos na criação de um braço digital da empresa. Mas, na prática, o que seria essa tal sustentabilidade digital? Abaixo, alguns exemplos:

  • Otimização do sistema de navegação de uma empresa de logística para que seus veículos utilizem trajetos mais curtos em suas entregas. Desse modo, emitindo menos gases poluentes na atmosfera. Pode não parecer grande coisa, mas certamente faria a diferença quando pensamos na quantidade de empresas deste segmento, na quantidade de veículos e no quanto eles rodam diariamente!
  • Os sensores da Internet das Coisas (IoT) e Deep Learning abrem muitas possibilidades na otimização da utilização de recursos como energia. Placas solares conectadas a sistemas autônomos podem distribuir de forma inteligente a luz dentro de um prédio, de acordo com a disponibilidade de luz natural no mesmo, e até mesmo regular a energia disponível para um equipamento de acordo com seu nível de utilização, evitando o desperdício em uma indústria.
  • Migração dos CPDs locais com servidores próprios para as estruturas, como Data Centers, Cloud, SaaS, PaaS. Geralmente essas estruturas contam com equipamentos muito robustos, que podem substituir centenas de servidores físicos – e, por muitas vezes, geram sua própria energia –, além de oferecerem serviços completos para cada tipo de negócio.

São muitas as possibilidades. Na verdade, não se trata apenas de tecnologias de ponta ou de tecnologias emergentes; mas, sim, de como podemos utilizá-las em harmonia com o meio ambiente e com as pessoas. Dependendo da forma de pensar, pequenas ações do dia a dia podem fazer a diferença e a tecnologia utilizada com inteligência pode ser o limiar no futuro entre o caos e a continuidade de nossa espécie!

*Renato Moreira é Executivo de Contas da DBACorp.

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